|
Embora mantivesse a distância entre eixos do Uno, 2,36 metros, o Palio era bem diferente na concepção mecânica. A suspensão traseira enfim abandonava o sistema independente McPherson com feixe de molas transversal, criticado pela firmeza ao rodar: em seu lugar, o consagrado eixo de torção, que o Uno italiano sempre teve. Na dianteira havia subchassi e o raio de rolagem negativo agregava segurança na hipótese de falha de um circuito hidráulico dos freios. Também contribuíam para a proteção dos ocupantes as barras anti-invasão no interior das portas e a interrupção da alimentação de combustível em caso de acidente, para afastar o risco de incêndio. |
| Também no interior as linhas retas do Uno davam lugar a formas mais leves e arredondadas; direção assistida, bolsas infláveis e freios antitravamento eram opcionais |
![]() |
|
O
motor 1,5, fabricado no Brasil, era uma evolução daquele lançado em 1988
nos utilitários Fiorino, desta vez com injeção multiponto e
aprimoramentos para uma operação mais suave — a aspereza sempre fora seu
ponto crítico, como se espera de um motor não idealizado para uso em
automóveis. Desenvolvia potência de 76 cv, o
bastante para relativa agilidade no trânsito, mas tinha problemas crônicos,
como a fragilidade da correia do comando de válvulas e tendência a
consumir óleo. A estrela da linha, porém, era o 16V. |
![]() |
A oferta começa a aumentar: surgem as opções de 1,0 litro, em acabamentos ED e EDX, para concorrer na faixa de cilindrada mais importante do mercado |
|
Pouco depois, em julho, a gama de opções do Palio era ampliada com o
motor de 1,0 litro, que também recebia
injeção multiponto para obter a maior potência da categoria, 61 cv. Era oferecido em duas versões: ED, bastante despojada e com
três portas apenas, e EDX, com três ou cinco portas e acabamento
superior, ambas com pára-choques em preto fosco. A
intenção da Fiat era substituir o Uno com essas opções, mas isso não
aconteceu: apenas o Mille ELX, era eliminado em favor de uma versão
única, SX, para 1997. A fidelidade dos proprietários àquele que já era
o carro mais barato do Brasil lhe garantiria uma longa sobrevida. |
| Sem saudades da Elba: em 1997 aparecia a Palio Weekend, perua com estilo harmonioso, boa capacidade de bagagem e os mesmos motores 1,5 e 1,6 16V |
![]() |
A novidade agradou muito pelas linhas suaves e harmoniosas. Graças a um
aumento de seis centímetros na distância entre eixos, a traseira
alongada fazia um belo conjunto — não havia ganho de espaço interno,
porém, pois o banco ficava no mesmo lugar que no hatch. No pára-choque
posterior, no lugar da discutível solução da Elba (em que toda sua parte
central era integrada à tampa, podendo bloqueá-la no caso de um impacto
por trás), um recurso bem-bolado: uma seção no centro erguia-se junto da
porta, para que o piso do compartimento de bagagem fosse mais baixo, mas
a parte inferior era fixa e mais saliente, a fim de proteger a
retaguarda. |
Carros do Passado - Página principal - Escreva-nos © Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados |