Na Sport, o acabamento esportivo lhe caía muito bem: rodas de alumínio usinadas, volante esportivo de três raios (da Momo, exceto quando dotado de bolsa inflável), bancos com maior apoio lateral e de pernas, encostos de cabeça vazados, detalhes externos diferenciados. Até teto solar de comando manual podia vir nessa versão, em que o tempero picante do motor de 106 cv estava perfeito, e sua suspensão recebia molas mais firmes. Pouco depois a Fiat combinava a mecânica mais potente ao acabamento básico, em uma versão chamada apenas de 16V.

A versão Sport da Weekend: acabamento exclusivo, volante Momo, molas mais firmes e o saudável motor de 106 cv

Além do entreeixos, a Weekend tinha outra boa novidade mecânica: a suspensão traseira era independente por braço arrastado, como no Tipo, superior em conforto e comportamento dinâmico ao eixo de torção do Palio. Tudo somado, era um conjunto muito competitivo diante da Parati, então líder do segmento, que já não tinha o mesmo atrativo de novidade (sua segunda geração era de 1995) e só teria versão de cinco portas um ano e meio depois. A outra concorrente de mesmo porte era a Corsa Wagon, que chegou ao mercado junto da Weekend, mas com espaço interno e de bagagem modestos.

Com sotaque espanhol   Ao contrário do Brasil, a Argentina sempre havia recebido bem o Prêmio, o Uno três-volumes: o carro chegou a liderar aquele mercado e teve uma sobrevida por lá — onde se chamava Duna — após sair de produção por aqui. O país vizinho sempre gostou de sedãs pequenos. Assim, a Fiat viu em sua nova fábrica argentina, inaugurada em 1996 na província de Córdoba (mantinha sociedade com a Peugeot no país desde 1980, por meio da Sevel), a base ideal para fazer o Siena, o sedã derivado do Palio.

Apesar do ótimo porta-malas, o Siena não agradou pelo estilo inexpressivo da traseira; o motor 1,6 de oito válvulas era novidade na família

Lançado pouco antes no país de origem, ele chegava ao Brasil em agosto de 1997 em duas versões: EL e HL, esta mais luxuosa, equivalente à Stile da Palio Weekend. O motor básico era o 1,6 argentino de oito válvulas e 82 cv (como o usado no Tipo, com injeção monoponto), sendo o 16V de 106 cv disponível para o EL e de série no HL. Embora tivesse o maior porta-malas da categoria — 500 litros —, o Siena não agradava em estilo tanto quanto seus irmãos: o volume traseiro amplo e de desenho "liso" o deixavam um tanto inexpressivo, o que afetaria mais seu desempenho em vendas do que a marca poderia imaginar. Continua

Pelo mundo
Projetados como carros mundiais, o Palio e seus derivados foram e são produzidos e vendidos em muitos outros mercados. Ainda em 1996 iniciava-se a fabricação na Argentina, seguida um ano depois por Venezuela, Polônia e Marrocos; em 1998 era a vez da Turquia, por meio da subsidiária local Tofas. África do Sul e Índia ampliaram o programa no ano seguinte, o Egito em 2001 e a China em 2002.

Nesse ano alguns mercados substituíam o Siena pelo Albea (acima), com uma traseira mais longa e de estilo mais conservador. No Egito o mesmo carro é chamado de Petra. A variedade de locais de produção soma-se à exportação de modelos brasileiros para diversos mercados, incluindo a de Palio Weekend e Strada para países da Europa ocidental (abaixo a versão Malibu do picape, inexistente aqui).

Para atender às preferências de cada país e à conveniência do uso de componentes locais (ou de fontes mais próximas), são inevitáveis as diferenças entre os automóveis daqui e do exterior. Motor a diesel (de 1,9 litro e 80 cv) é adotado em praticamente todos os outros países, mas proibido no Brasil; certos itens de segurança, como repetidores de luzes de direção nos pára-lamas, só os equipam lá fora. Os motores a gasolina também variam: alguns países usam o 1,6-litro de curso mais longo, que aqui dotava Doblò e Brava, e nossa Weekend seguia para a Europa com um Fire de 1,25 litro e 72 cv já em 1998, quando aqui usava o Fiasa 1,5.

É curioso notar que as reestilizações efetuadas no Brasil não foram logo estendidas a todos os mercados. A maioria dos países ainda tem a segunda versão, aquela que aqui subsiste como Fire. E há o caso específico da África do Sul onde, até hoje, são vendidos os modelos com o desenho original de 1996 — só que dotados de recursos modernos, como sistema de telefonia Bluetooth. E com volante à direita.

Carros do Passado - Página principal - Escreva-nos

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados