Consultório Técnico
por Fabrício Samahá
Blazer e S10: frente nacional
vai para os EUA
Ouvi dizer que o Blazer nacional tem
frente diferente do modelo norte-americano, e que a frente
desenvolvida aqui é exportada para a Isuzu japonesa. É verdade?
Marcos H. Ferreira
São Bernardo do Campo, SP
O processo de adaptação a nosso mercado do Blazer
norte-americano de nova geração, que lá seria lançado no
Salão de Detroit do ano seguinte, iniciou-se em 1993. Ao
contrário de outros veículos do segmento, pickups inclusive,
que adotam aqui as mesmas linhas de seus congêneres
estrangeiros, o Blazer brasileiro ganhou linhas próprias. O
estilo parrudo comum nos Estados Unidos, em que uma grade ampla
domina a visão frontal, deu lugar a formas mais suaves e
aerodinâmicas, ao gosto europeu e com aparência mais próxima
da de um automóvel. Adotaram-se faróis com lentes de plástico
policarbonato, resistentes e muito mais leves que as de vidro.
Até o desenho dos retrovisores externos foi modificado para se
obter harmonia no conjunto. A traseira recebeu novo pára-choque
e o segmento das luzes de direção das lanternas passou de
vermelho para âmbar (alaranjado), conforme nossa legislação.


A frente
parruda do Blazer americano (à esquerda o modelo atual) ganhou
linhas suaves
na versão brasileira, hoje exportada para uso no pickup Isuzu
Hombre (à direita)
O desenho da nova frente partiu de um interesse paralelo da GMB,
com o Blazer e o S10 nacionais, e da matriz norte-americana, que
preparava o lançamento de uma versão do pickup a ser produzida
pela Isuzu japonesa, o Hombre. A fábrica tupiniquim acabou
responsável não só por desenvolver, mas por produzir os
componentes de estilo que seriam exportados para os americanos --
um processo de 18 meses, prazo que deixou surpresa a própria
matriz.
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