por Fabrício Samahá
Freio a disco: vantagens e
adaptação
Adquiri
um Vectra GLS com freio a tambor nas rodas traseiras. Só
descobri que não era a disco depois de efetivado o
negócio. Gostaria de saber qual a diferença, em termos
de segurança e qualidade, do freio a disco sólido
e o freio a tambor.
João Luiz de Lucca Sobrinho
joaodelucca@uol.com.br
Parabéns pelo excelente nível técnico do site. Possuo
um Kadett GLS 2.0 98. Seria viável e seguro trocar os
freios traseiros por discos sólidos ou ventilados? A
operação sairia cara? Há muitos riscos envolvidos na
operação? Quais seriam as dimensões recomendadas?
Ramon Barbosa Dias
rpdias@for.sol.com.br
Fortaleza, CE
A maior vantagem
do freio a disco sobre o sistema a tambor é a facilidade
de dissipação de calor, pois o conjunto (disco e
pastilhas) fica exposto à passagem de ar. O sistema a
tambor, por conter as lonas num compartimento fechado (a
"panela"), está mais sujeito a perda de
eficiência por superaquecimento, conhecida por fading
-- termo erroneamente traduzido como fadiga por alguns,
já que o verbo fade em inglês significa
desaparecer.
Outros benefícios do disco
são a regulagem automática de folga (as pastilhas se
aproximam dele conforme se desgastam, principal razão
para a queda do nível de fluido no reservatório),
facilidade de verificação do desgaste e de
substituição das pastilhas, menor peso, menor
dilatação e melhor equilíbrio das pressões exercidas
no disco, reduzindo reações indesejáveis no eixo.
Utilizados em todos os veículos nas rodas dianteiras, os
freios a disco ainda são pouco usuais -- em função do
maior custo de produção -- no eixo traseiro de modelos
pequenos e médios. Como exemplo, equipam opcionalmente o
Vectra GLS, como constatou João, mas não são
oferecidos em modelos até mais velozes, como o Mondeo de
4 cilindros e os extintos Corsa GSi e Uno Turbo. Sua
ausência não acarreta prejuízo à segurança, pois é
no eixo dianteiro que se concentra o peso do veículo
numa frenagem. Freios traseiros muito potentes, como em
adaptações sem critério, podem ser perigosos ao
provocar travamento das rodas desse eixo, com risco de
derrapagens ("cavalo de pau").
Recomendamos a ambos os leitores manter o sistema atual
de seus veículos, considerado suficiente pelo
fabricante. Basta seguir algumas recomendações (saiba
mais) para
conservar a eficiência dos freios por longo tempo. Caso
prefiram adotar o sistema a disco, porém, é preferível
recorrer ao conjunto utilizado no mesmo modelo -- versão
GSi, no caso do Kadett -- e instalá-lo numa oficina bem
capacitada. Mais vale um sistema de freios original e
eficiente que um superdimensionado e pouco confiável.
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