Consultório Técnico
por Fabrício Samahá
Rodízio de pneus e inversão
do sentido de rodagem
O que acontece se trocarmos o sentido
de rotação de um pneu radial, ou seja, for feito um rodízio de
forma cruzada?
Eugenio Mendes de Souza Lima
emsl@uol.com.br
Contagem, MG
O rodízio, inversão de posição entre os pneus, tem
como fim prolongar sua vida útil. Num carro de tração
dianteira, por exemplo, as rodas da frente têm as funções de
acelerar, frear e esterçar o veículo, desgastando-se mais que
as de trás. Trocando de posição os dianteiros com os traseiros
e incluindo o estepe na operação, é possível adiar o momento
da compra de novos pneus. Outra vantagem: mantém-se um nível
equivalente de desgaste entre os quatro pneus, com benefícios à
segurança.
Apenas permutar os pneus dianteiros
e traseiros é o rodízio mais comum, mas não há riscos em
inverter seu sentido de rotação
O rodízio deve ser feito a cada 10 mil km ou sempre que houver
diferença acentuada de desgaste entre os pares dianteiro e
traseiro. Passa-se os pneus dianteiros para trás e vice-versa,
sem inverter o lado. Se o estepe for incluído, pode ser montado
atrás à direita, guardando-se como estepe o pneu dianteiro
direito -- em geral o que mais se desgasta, pois a construção
das ruas e estradas conduz o carro para essa direção.
Um antigo mito condenava a inversão do sentido de rotação dos
pneus radiais. Hoje se sabe que não há qualquer risco nessa
alteração. Ainda assim há marcas, como a BMW, que não
recomendam o rodízio para carros utilizados com mais vigor.
Alegam que os pneus se acomodam à posição de trabalho
(sobretudo em relação à cambagem -- clique
aqui para saber mais), sofrendo maior desgaste e oferecendo
menor aderência se assumirem nova posição. O ideal, assim,
seria substituir os pneus aos pares, mantendo-os no lugar durante
toda a vida útil.
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