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Da
mesma forma que entre os câmbios de quatro marchas e de cinco, uma
caixa de seis marchas pode ser escalonada (isto é, pode ter suas
relações definidas) de duas formas: com ênfase no desempenho ou na
economia. No primeiro caso, a marcha adicional permite um intervalo
menor entre as relações, o que diminui a queda de rotação ao
passar à marcha superior. No segundo, a sexta é uma sobremarcha
(overdrive), voltada à redução do consumo e do nível de
ruído. Adaptando a conhecida expressão 4+E (quatro marchas reais e
uma de economia), seria este um câmbio 5+E.
No caso do Siena e da Palio Weekend de 1,0 litro e seis marchas, a
intenção da Fiat foi ganhar agilidade, através de uma primeira mais
curta que no câmbio convencional (do Palio) e de relações mais
próximas entre si. No entanto, uma redefinição das relações de
marcha ou mesmo do diferencial permitiria transformar essa sexta em
sobremarcha, de modo a baixar os giros em alta velocidade.
Em vários outros casos, a sexta marcha é aplicada com fins de
economia e silêncio no uso rodoviário: a do Chevrolet Corvette, por
exemplo, é extremamente longa (relação de 0,50:1) e resulta em
baixíssima rotação em velocidades normais de viagem, como 1.650 rpm
a 120 km/h. Como o motor V8 de 5,7 litros tem torque de sobra, as
retomadas são razoáveis mesmo em regime tão baixo. No Brasil,
contudo, existe o discutível conceito de que a última marcha deve
sempre propiciar certa agilidade, levando diversos fabricantes a
exagerar no encurtamento das relações.
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