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Na verdade, Fernando, a simulação citada foi para o motor do Marea
Turbo instalado no Brava. O valor de Aceleração Longitudinal no Interior do Veículo indica o pico máximo de aceleração sentida no interior, corretamente identificado pelo leitor como o "colar do corpo no
banco" -- mas esse valor pode durar um milissegundo ou ser mantido por décimos de
segundo. É justamente na capacidade de um carro de manter esse valor de aceleração por muito tempo
que está a sensação de "colar o corpo no banco".
Essa capacidade está diretamente ligada não só à potência e
torque do motor, mas também à capacidade de tração do carro. Observe
que em a mesma simulação feita para o Marea original, com 182 cv, obteve 0,85 g.
(Esse dado deve ser comparado com ressalvas, pois foi obtido no Simulador Simples e não no Simulador Sênior
usado para o Brava. O ideal é comparar dados de simuladores iguais, mas o Simulador Simples tem uma boa precisão e a comparação é válida.)
O mesmo motor de 182 cv colocado no Brava obtém 0,61 g, diferença devida ao fato
de o Brava ter sido originalmente projetado para um motor mais fraco, tendo portanto menor capacidade de tração
-- mesmo considerando que o Marea é mais pesado, o que prejudica a aceleração. Uma preparação bem feita na suspensão (que não foi considerada na simulação) reverteria esse quadro, igualando ou até melhorando esse fator.
Mesmo assim, uma aceleração de 0,61 g é um valor nada desprezível,
que equivale a ter o corpo pressionado contra o banco por um peso de 46 kg para um adulto comum. Automóveis comuns
têm Aceleração Longitudinal no Interior do Veículo normalmente abaixo
de 0,5 g, e carros de 1.000 cm3 dificilmente obtêm número maior que 0,4 g.
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