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Seria preciso orçar o preço do novo par cônico
de diferencial e da mão-de-obra para ter a referência exata. Apenas como estimativa, supomos que a despesa fique em torno de R$
1.000 -- como todo serviço mecânico, sujeito a grandes variações.
Se o consumo reduzir-se em 10% na estrada, o que é uma possibilidade, um gasto hipotético de R$ 200 por viagem de
1.000 km (10 km/l com combustível a R$ 2,00, para arredondar as
contas) se reduzirá a R$ 180. Para que os R$ 20 poupados a cada
viagem cubram a despesa da alteração, será preciso rodar 50.000 km, pelo que se percebe que não compensa do ponto de vista financeiro.
Por outro lado, se os leitores prezam o conforto do menor nível de
ruído acima da questão econômica, a troca pode se justificar.
A outra sugestão do leitor Douglas, de modificar apenas as
engrenagens da quinta marcha, não é recomendada: alongando somente
esta marcha surgiria um "buraco" entre ela e a quarta,
gerando brusca elevação de rotação ao reduzir, por exemplo. Outro
possível efeito é tornar a quinta longa demais para certa
situação, como subidas na estrada, e ter de usar a quarta bem mais
curta com freqüência, levando embora a economia pretendida (na foto,
uma caixa de câmbio Getrag usada pela Chevrolet nos EUA).
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