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A diferença de
potência de um motor de aspiração natural
de acordo com a altitude deve-se à variação da pressão
atmosférica, Newton. A produção de potência em um motor desse tipo
está vinculada à admissão de ar, que o sistema de alimentação
(carburador ou injeção) mistura ao combustível para que
a mistura resultante seja queimada no interior dos cilindros.
Portanto, quanto maior a pressão atmosférica, maior quantidade de ar
será "empurrada" para dentro do motor, resultando em maior
potência.
Os índices de potência e torque declarados pelos fabricantes
referem-se sempre a medições ao nível do mar (altitude zero), onde
se obtêm os melhores resultados. À medida em que a altitude aumenta,
o ar se torna mais rarefeito (menor pressão atmosférica) e a
potência máxima diminui à razão de 1%, em média, a cada 100
metros de altitude.
Como exemplo, o mesmo veículo que desenvolva 100 cv no litoral terá
cerca de 89 cv em Brasília (a 1.100 metros de altitude) e de 83 cv em
Campos do Jordão, SP (a 1.700 metros). Quem viaja muito ao litoral ou à serra,
verificando variações de mais de 500 metros entre a altitude da
partida e a do destino, em geral percebe como o comportamento do motor
se modifica: torna-se mais ágil em baixa altitude e menos em alta.
Esse efeito, porém, não se manifesta em motores superalimentados,
seja por turbo ou compressor -- não apenas o do Gol Turbo, na
ilustração, que o leitor
citou --, porque a quantidade de ar admitida pelos cilindros é
determinada pela pressão de superalimentação do sistema, e não
pela atmosférica. Esses motores desenvolvem a mesma potência máxima
em qualquer altitude. Observe, porém, que a potência em condições
de baixa rotação e pouca carga (pressão no acelerador) pode ser
prejudicada como em um motor aspirado, por não ser o suficiente para
"carregar" o turbo ou compressor.
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