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Teoricamente, com a
biela trabalhando em posição mais inclinada em relação aos
cilindros (o que o leitor interpretou corretamente; saiba
mais) haveria maior tendência ao desgaste dos cilindros, mas não
cremos ser nada significativo na prática, podendo o leitor e outros
proprietários ficar tranqüilos. Tampouco óleo sintético alteraria
esse quadro, embora esse tipo de lubrificante seja o melhor que se
pode ter, principalmente para quem trafega em altas velocidades por
auto-estradas com carros turboalimentados.
O mesmo vale para as paredes dos cilindros: embora sejam realmente
estreitas nesse motor de 1,8 litro, por ter sido usado o mesmo bloco
das versões de 1,0, 1,4 e 1,6 litro, não se espera que um fabricante
do porte da General Motors possa ter optado por um projeto que
sacrifique a resistência e a durabilidade. Vale lembrar que esse
motor 1,8, em versão de 16 válvulas, equipa diversos modelos da Opel
alemã há vários anos.
Quanto a reduzir o consumo através do uso de óleo mais avançado, o
resultado dificilmente será percebido -- e, mesmo que seja, não
deverá compensar por si só o elevado custo do lubrificante. Fazer da
Meriva um carro econômico realmente é difícil, por ser uma minivan
(grande área frontal) muito pesada (quase tanto quanto um Diplomata
4,1, no caso da versão 16V) e com a mencionada relação r/l
crítica, que prejudica o rendimento do motor.
Quanto aos pneus, consideramos a mudança desnecessária, pois os
185/60-15 são razoavelmente robustos para os padrões atuais, além
de haver pouco a ganhar em maciez de rodagem apenas com essa
substituição. Caso o leitor deseje mesmo trocá-los, pode optar
também pelos 175/70-14, originais de fábrica na Meriva básica, que
são 2,3% menores que os atuais (3% no caso dos 185/65-14
pretendidos).
Esses percentuais devem ser aplicados à relação de transmissão
(será encurtada) e à leitura do velocímetro e do hodômetro
(passarão a indicar a mais). Como se percebe, são alterações sutis
e que mal serão percebidas.
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