por Fabrício Samahá
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| A relação final de
transmissão (saiba mais sobre o assunto) deve ser definida pelo fabricante
tendo em vista o compromisso mais adequado -- com o
consumo e conforto, ou com o desempenho. Para obter a
maior velocidade final, a relação deve ser tal que o
veículo a atinja com o motor na exata rotação de
potência máxima. Se a relação for mais longa, ao
contrário do que muitos pensam, não há ganho de
velocidade: a potência se mostra insuficiente e a final
tende a diminuir. Já uma transmissão mais curta que o
ideal resulta em regime de giros mais elevado, mas não
em ganho de velocidade.
O usuário pode, contudo, preferir uma transmissão longa para menor ruído e consumo em viagens, bem como expectativa de maior durabilidade do motor. Nesse caso, mesmo que perdendo um pouco em velocidade final, pode-se atingir um compromisso mais adequado ao uso previsto do automóvel. Para o Gol, em se tratando de componentes originais Volkswagen, existem relações 0,73:1 e 0,68:1 em opção à 0,8:1 de série, correspondentes a 9% e 15%, na ordem, de alongamento. A dificuldade é que essa quinta longa ficaria em desacordo com as demais marchas, criando um "buraco" entre ela e a quarta e desajustando o escalonamento do câmbio. Seria ideal, portanto, substituir toda a caixa por uma de marchas mais espaçadas entre si, como as utilizadas no Gol de 1,6 litro (antigo e atual) e de 1,8 litro (antigo, até 1994). Para o Palio não há opção. Marchas e diferencial do 16V já são as mais longas utilizadas na linha. Seria preciso recorrer a engrenagens fabricadas por empresas especializadas, um risco em relação a qualidade e custo/benefício. Melhor ficar com a relação original. |
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