por Fabrício Samahá
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Algumas das configurações citadas são de fácil distinção, enquanto outras provocam acaloradas discussões mesmo entre técnicos. Conversível é todo modelo de capota removível. Costuma-se chamá-lo cabriolet quando existe um arco de proteção para casos de capotamento ("santantônio"), como em nossos extintos Escort e Kadett, mas esta regra nem sempre é aplicada. Como exemplo, a Mercedes intitula o CLK um cabriolet mesmo não havendo arco permanentemente exposto. Ainda entre os conversíveis, a categoria roadster compreende modelos esportivos de dois lugares, como Porsche Boxster e Honda S2000. Alguns mercados preferem chamá-los spiders. Hatchback, ou
simplesmente hatch, é o automóvel cuja tampa
do porta-malas permite acesso ao interior -- de modo
relativo, isto é, não sendo preciso que uma pessoa
consiga fazê-lo. Hatch significa tampão,
alçapão, o que torna o conceito mais claro. Pode ter
três ou cinco portas e dois, "dois e meio"
(como o Citroën Xsara) ou mesmo três volumes -- exemplo
é o Lancia Thema. Modelos de traseira inclinada e tampa
pequena, que dá acesso apenas ao porta-malas, são
denominados fastbacks (traseira de queda
rápida), sendo o caso do Passat duas-portas nacional. Os europeus denominam
cupês modelos de duas portas, dois ou mais lugares e com
características peculiares, como teto mais baixo,
colunas traseiras mais inclinadas e porta-malas mais
curto que o de um sedã típico. A BMW segue esta receita
à risca em seus cupês da Série 3. Um cupê pode ser
também um hatchback, como o Mitsubishi Eclipse.
Já uma mera versão duas-portas de um sedã, como o
Tempra que a Fiat chamou de cupê em 1992, seria
considerada mesmo um sedã na Europa. |
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