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por Fabrício Samahá 

Motor Ford CHT: bom, mas
não para o esportivo XR3


Excelente site, e monopólio atual. Afinal, outros sites apenas copiam informações deste. Eu não compreendo por que criticam tanto os motores Ford CHT. Não tenho CHT (tenho um Kadett), mas já tive oportunidade de dirigi-lo e achei um ótimo motor, tanto em durabilidade, quanto em performance, considerando que é um motor OHV. O do Escort XR3 gerava 82 cv a 5.600 rpm e o motor VW AP 1.6, também carburado, tem 76 cv a 5.600 rpm.

Então por que criticam o CHT? Já que ele, mesmo estando com comando de válvulas no bloco (que todos sabem que gera menos potência que comando na cabeça), consegue ter potência maior no mesmo giro que o AP-600 que todo mundo elogia, por que ele é tão ruim assim? A própria história dele mostra como foi um ótimo motor na mão da Renault, nos Gordinis de competição, etc. Portanto, acho que os leigos que o criticam deveriam antes conhecê-lo melhor, e os especialistas que o criticam, deveriam antes explicar o por quê.

Matheus Santiago de Almeida
São José dos Campos, SP
cobrajet428_fe@hotmail.com

Não há dúvida de que o CHT tinha suas virtudes, Matheus. Era um motor econômico, de bom torque em baixas rotações, relativamente silencioso e durável, desde que respeitadas suas limitações. No Gol 1000 e no Escort Hobby, apesar dos modestos 50 cv, surpreendia pelo funcionamento suave e pela aptidão para altos regimes, mesmo com o comando no bloco.

No caso do primeiro Escort XR3 (foto), porém, a situação era distinta. O CHT 1,6 a álcool, com um ligeiro "veneno" em válvulas, dutos de admissão de maior diâmetro, comando de válvulas, carburador e curva de ignição, chegava a 82,9 cv a 5.600 rpm, com o torque máximo passando para 12,8 m.kgf ao alto regime de 4.000 rpm. Com isso, além do desempenho insatisfatório para um esportivo (máxima de 165 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 14 s), o motor tornava-se fraco em baixas rotações, eliminando uma das qualidades da versão "comportada".

Vale observar que o AP da época (o primeiro em 1986) atingia 90 cv com álcool e 80 cv com gasolina. A versão a gasolina com injeção monoponto, de 1995 e 1996, é que ficava em 75 cv, tendo havido perda em relação ao carburado, que a VW compensaria na linha 1997. Com injeção multiponto (Mi), o AP 1,6 passava a 89 cv, sem apresentar a fraqueza em baixa e o comportamento irregular do XR3 de 86 cv.

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Data de publicação deste artigo: 13/4/02

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