Suspensões
ativas do Xantia (esquerda) e do XM: esferas substituem
as molas
No sistema Hydractive há
também as esferas junto a cada roda, mas acrescenta-se
uma esfera central em cada eixo conectada às esferas das
rodas. As esferas centrais (dianteira e traseira) também
estão ligadas entre si. Com a adição dessas esferas e
suas conexões, aumenta o volume de nitrogênio e de
fluido e este pode deslocar-se de um lado ao outro do
eixo -- e também de um eixo ao outro --, o que otimiza o
funcionamento do conjunto. Quando maior rigidez é
necessária, as esferas centrais se fecham e isolam as
das rodas, reduzindo o volume de gás e de fluido em
circulação.
Note-se que a suspensão oferece contínua variação de
rigidez, não se limitando às posições suave e firme,
como em geral ocorre com amortecedores ajustáveis. Outro
trunfo da Hydractive é a rapidez de resposta: o sistema
analisa a velocidade do veículo, a aceleração lateral
e a atuação de freios e acelerador para, em frações
de segundo, obter a programação ideal para cada tipo de
piso. Chega ao ponto de diferenciar um buraco isolado de
uma alteração da qualidade da estrada, evitando
reprogramação desnecessária.
XM, primeiro a adotar a
tecnologia na era moderna da Citroën
Curvas sem inclinação tornaram-se possíveis na versão
aperfeiçoada da suspensão hidroativa, utilizada no
Xantia Activa, com o sistema SC.CAR de controle ativo de
rolagem. Seu princípio é variar a atuação da barra
estabilizadora, que controla a inclinação da carroceria
em curvas. Uma esfera de gás foi montada nessa barra,
cujo diâmetro é de 28 mm, de modo a fazê-la trabalhar
em situações normais como se medisse 23 mm.
Quando uma curva é tomada rapidamente, atuadores
hidráulicos comandam o fechamento da esfera e eliminam o
efeito de suavização, retomando o diâmetro efetivo de
28 mm, o que torna a barra muito mais firme. A
inclinação da carroceria atinge no máximo meio grau. A
sensação de conforto e estabilidade é maior, mas a
aceleração lateral máxima continua -- como em qualquer
veículo -- condicionada à aderência dos pneus, que
sempre apresenta um limite.
O sistema torna possível até mesmo gerar rolagem
negativa, como numa motocicleta, mas a Citroën acredita
que o motorista comum ainda não se sentiria confiante
com esse comportamento.
|