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Diferenças
de consumo como estas são bastante comuns e devem-se a fatores
variados. A metodologia seguida pelos fabricantes nos índices de
consumo divulgados prevêem topografia plana, condições ideais de
tráfego e perfeito estado do veículo. Qualquer alteração nesses
parâmetros -- e é praticamente impossível repetir no cotidiano, por
exemplo, a ausência de trânsito -- leva a aumento de consumo. O
mesmo vale para o uso de ar-condicionado, aumento do peso transportado
ou um pequeno desleixo com a pressão dos pneus, por exemplo.
Outro fator raramente considerado pelos motoristas é que o uso
cotidiano do carro envolve partidas a frio, nas quais o rendimento é
menor e o consumo mais alto. Isso explica as boas médias obtidas por
muitos táxis e veículos de uso contínuo, que não chegam a esfriar
completamente mais de uma vez por dia. Em seu caso pode-se, ainda,
atribuir pequeno acréscimo de consumo à quilometragem do carro, um
pouco baixa para que o motor passe a desfrutar de todo o rendimento
possível -- o que ocorre, em geral, entre 3.000 e 5.000 rpm.
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