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Embora mais comum em
países onde há neve, o controle eletrônico de tração equipa
também alguns carros nacionais, como Vectra CD, Focus Ghia e Mercedes
Classe A. Sua finalidade é permitir a transmissão do máximo de
potência para o solo sem que haja deslizamento dos pneus. Além das
vantagens de segurança (a perda de aderência pode gerar reações no
volante) e do menor desgaste dos pneus nessas condições, há um
benefício ao desempenho: é nessa condição que se obtém a melhor
aceleração -- a perda de aderência, que faz "cantar" os
pneus, representa um retardo na aceleração.
O controle pode atuar de duas formas: aplicando o freio individual de
uma das rodas motrizes, quando apenas ela perder aderência, ou
atuando na central eletrônica do motor, caso a perda se verifique em
ambas as rodas de tração. No segundo caso, porém, ocorre uma
redução de potência que prejudica o desempenho por instantes,
prejudicando uma hipotética prova de aceleração. De acordo com as
condições de piso, desligar o sistema pode ser benéfico com esse
fim, mas não há nenhum problema em mantê-lo ativo por toda a vida
útil do veículo.
É importante observar que o controle de tração -- sempre, em
qualquer veículo -- atua no modo padrão, servindo o botão no painel
para desligá-lo e não para acioná-lo. É com o sistema inativo
que aparece a luz-piloto indicativa no painel, justamente para alertar
o motorista de que não conta com esse recurso de segurança. Parece
incrível, mas o manual de instruções do Vectra traz a informação
incorreta de que se deve ligá-lo pelo botão. A Ford publicou a mesma
falha no manual do Focus, mas efetuou recall rapidamente
corrigindo a informação.
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