por Paulo Roberto Poydo
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| De acordo com as características
observadas no início de um projeto, são definidos os
parâmetros a serem atingidos, como cronograma de manutenção,
custo produtivo, apelo de mercado (leia-se marketing) e
mais uma infinidade de outros parâmetros que permeiam
cada montadora. Os
mecanismos de sincronismo podem ser acionados por correia
dentada ou por corrente (também chamada de cadeia
silenciosa) e sua utilização, em projetos mais antigos
(como nos motores CHT e Endura da Ford, cujos projetos
pertenciam a uma época de poucos refinamentos técnicos
para veículos de categoria intermediária), era aplicada
aos veículos com comando de válvulas laterais (alojados
no bloco) e acionamento das válvulas por processo
indireto, através de varetas ou por sincronismo direto
(as engrenagens de distribuição, por contato direto,
efetuam o sincronismo, como no caso do Opala).
Quanto à confiabilidade, sem sombra de dúvidas, é sempre maior quando utilizada a corrente de distribuição. Mas é importante saber que as correias de borracha com alma de aço estão em alto grau de desenvolvimento e durabilidade. Como o fator determinante em tudo no universo automotivo é o custo, produzir um veículo com estes recursos é mais caro, mas traz consigo os atrativos de confiabilidade mecânica (baixos custos de manutenção) e forte apelo de marketing. Quanto às limitações de giro do propulsor, estão muito mais relacionadas às características construtivas do projeto (faixa útil de giros, onde a manifestação do torque e potência são atingidas) que a limitações da corrente. Os novos propulsores desenvolvidos pela Ford para aplicação nos veículos Ka e Fiesta, e possivelmente no Escort, com capacidade de 1 e 1,6 litro, são projetos intermediários entre a família Zetec básica (que já possui marcas bastante interessantes quanto a desempenho e consumo), do Escort 1,8, e a Zetec Sygma (Fiesta 1,4 16V). Este propulsor batizado de Rocam (saiba mais) obtém menor atrito interno nos componentes de distribuição e, por conseqüência, atinge níveis de potência superiores aos de propulsores similares, o que colocou o apático Fiesta numa posição de destaque no disputadíssimo mercado de veículos de baixa cilindrada. |
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