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por Fabrício Samahá 

A desativação de cilindros
dos novos Mercedes


Ótimo site, melhor do que muitas revistas por aí. Como funciona o sistema de desligamento de cilindros em baixa rotação usado em alguns modelos da Mercedes-Benz e agora também presente no Corvette? Os pistões continuam girando? Quais os parâmetros usados pelo motor para desligar alguns os cilindros? Quando eles voltam a funcionar?

Fernando Villalon
Rio de Janeiro, RJ
tarconal@uol.com.br

O sistema de desativação de cilindros foi introduzido pela Mercedes-Benz em seu S500 de motor V8, seguido pelo V12 (no desenho) do S600 e CL600. Desliga metade (quatro ou seis) dos cilindros nos regimes baixos e médios de rotação, sempre que as condições permitem -- o que pode ocorrer mesmo em uma subida, desde que o motorista não solicite muito o acelerador.

Ao detectar a possibilidade de desativação, a central eletrônica do motor envia pressão hidráulica para uma das bancadas de cilindros, fazendo com que as válvulas se fechem e as câmaras de combustão permaneçam repletas de gases quentes. As velas passam a emitir uma centelha reduzida e, a cada quatro minutos, ocorre uma troca de gases para que os cilindros continuem aquecidos.

Quando os cilindros são desligados, aumenta o fluxo de mistura ar-combustível para os demais, de modo a não prejudicar o torque, e uma válvula no sistema de escapamento é fechada para manter a suavidade do ruído. O sistema representa economia adicional de até 15% a 90 km/h constantes, no caso do V8 de 5,0 litros, de acordo com a Mercedes.

Os cilindros voltam a trabalhar de imediato se o motorista acelerar, com tanta suavidade que o motorista não consegue perceber. O sistema diminui a potência máxima do motor, mas mantém o mesmo valor de torque.

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