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O
sistema de desativação de cilindros foi introduzido pela Mercedes-Benz
em seu S500 de motor V8, seguido pelo V12 (no desenho) do S600 e
CL600. Desliga metade (quatro ou seis) dos cilindros nos regimes
baixos e médios de rotação, sempre que
as condições permitem -- o que pode ocorrer mesmo em uma subida,
desde que o motorista não solicite muito o acelerador.
Ao detectar a possibilidade de desativação, a central eletrônica do
motor envia pressão hidráulica para uma das bancadas de cilindros,
fazendo com que as válvulas se fechem e as câmaras de combustão
permaneçam repletas de gases quentes. As velas passam a emitir uma
centelha reduzida e, a cada quatro minutos, ocorre uma troca de gases
para que os cilindros continuem aquecidos.
Quando os cilindros são desligados, aumenta o fluxo de mistura
ar-combustível para os demais, de modo a não prejudicar o torque, e
uma válvula no sistema de escapamento é fechada para manter a
suavidade do ruído. O sistema representa economia adicional de até
15% a 90 km/h constantes, no caso do V8 de 5,0 litros, de acordo com a
Mercedes.
Os cilindros voltam a trabalhar de imediato se o motorista acelerar,
com tanta suavidade que o motorista não consegue perceber. O sistema
diminui a potência máxima do motor, mas mantém o mesmo valor de
torque.
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