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Caro Fábio,
os dois primeiros traços ao se desenhar um automóvel são os círculos correspondentes aos diâmetros das rodas. É a partir deles que tudo o mais se desenvolve. Quando o diâmetro da roda aumenta algumas coisas
acontecem (mesmo que não se chegue ao exagero dos big-foots
americanos, como o da foto).
O centro de rolagem (roll center) torna-se mais alto e acentua a mudança de cambagem nas curvas. Não há como regular o centro de rolagem.
O ângulo de cáster permanece o mesmo, mas o efeito cáster cresce, aumentando o peso de direção à medida que a velocidade aumenta. A solução seria diminuir o cáster, mas esse ângulo raras vezes é ajustável nos automóveis. A convergência estática não muda, mas o raio de arrasto (srub radius) aumenta e, com isso, as rodas assumem convergência diferente da projetada ("abre" se o raio de rolagem for positivo, "fecha" se negativo). Além de tornar o retorno de direção após uma curva mais rápido, contribuir para tornar a direção mais pesada e também deixá-la mais sensível a esvaziamento súbito de um pneu dianteiro.
Não mencionado na resposta que você recebeu antes, a eficiência dos freios diminui devido ao maior torque resistente sem aumento correspondente da força de frenagem. Não causa aumento de desgaste dos elementos de direção num primeiro momento, mas o peso maior para esterçar acaba forçando todos os elementos entre volante e rodas.
Como se vê, deve-se evitar tanto quanto possível mudar o diâmetro da roda. Para isso a indústria automobilística e os preparadores usam o recurso de mudar o perfil do pneu. Por exemplo, quem tem um Gol de pneus 155/80-13 e deseja pneus mais largos, pode usar 175/70-13, 175/65-14, 185/60-14 ou 195/50-15. Aproveitando, queremos fazer uma correção na resposta anterior (vimo-la agora):
com pneu maior, velocímetro e hodômetro passam a indicar menos, e não mais.
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