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O "roubo" de
potência da direção assistida é baixo: cerca de 1 a 3 cv, conforme
a situação -- naturalmente aumenta com o volante mais esterçado,
situação em que a bomba de óleo trabalha com máxima pressão.
Quanto ao número de voltas, a assistência hidráulica permite que o fabricante
adote uma relação mais baixa (mais direta, ou mais rápida) do que
na direção sem assistência, sem que ela se torne pesada.
Com isso, menor movimento é necessário para esterçar as rodas e o
batente é atingido com menos voltas do volante. Isso é tão
importante para o prazer e a segurança ao dirigir que até Ayrton
Senna exigiu direção assistida na Fórmula 1 para chegar ao peso e
à relação desejados.
De modo geral, modelos não-esportivos têm relação de direção
entre 18:1 e 24:1, sem assistência, e entre 13:1 e 16:1 quando há
assistência hidráulica. O Palio é justamente um dos campeões
nacionais de direção rápida, pois adota 13:1 na versão assistida.
Existem também direções com relação variável, mais rápidas nos
extremos ou na região central. No S10 e Blazer a relação varia de
13:1 a 15:1.
Além do menor movimento e da leveza, a direção assistida traz
outras vantagens, como a maior facilidade de controle do veículo no
evento de um pneu dianteiro furado. É um daqueles itens aos quais,
uma vez habituado, o motorista não quer mesmo abdicar em um próximo
automóvel.
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