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Os principais
componentes do sistema de direção são o volante, árvore, caixa, barras
e braços de direção. O objetivo do sistema é tornar possível ao
motorista esterçar as rodas e assim dar ao veículo a direção desejada.
A caixa de direção é um mecanismo que transforma o movimento rotativo
do volante em movimento retilíneo, que é aproveitado para fazer as
rodas se moverem em torno de um eixo aproximadamente vertical. A caixa
de direção é uma caixa de engrenagens.
No tipo setor (dentado) e rosca sem-fim, esta é girada pelo volante e
faz o setor se movimentar, mas não em movimento retilíneo. Esse tipo
de caixa de direção exige um braço auxiliar, denominado braço Pitman,
solidário ao setor, que é responsável por transmitir um movimento
aproximadamente retilíneo às barras de direção e, daí, aos braços de
direção junto às rodas.
Já a caixa de pinhão e cremalheira tem funcionamento mais simples: o
pinhão recebe movimento do volante e aciona uma engrenagem plana, que
é a cremalheira. Em cada extremidade desta encontram-se as barras de
direção que se ligam aos braços de direção. Por razões construtivas, a
caixa tipo setor e sem-fim permite maiores reduções, sendo por isso
normalmente aplicada em veículos pesados. Mas a caixa de pinhão e
cremalheira tem funcionamento bem mais preciso, por esse motivo
reinando cada vez nos automóveis, até nos grandes.
Essa foi uma grande diferença entre o Omega alemão (e brasileiro) e o
Holden Commodore australiano uma geração depois. Neste a caixa de
direção passou a pinhão e cremalheira. Há uma variação da caixa de
setor e sem-fim que é a de esferas recirculantes. Entre as duas
engrenagens existem esferas, como se fosse um rolamento, destinadas a
diminuir o atrito e conseqüentemente o esforço para movimentar o
volante.
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