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Aceleração a fundo em baixo giro:
economia também com carburador


Venho esclarecer uma dúvida cruel que gera polêmica em todo mundo que se interessa pelo fantástico mundo do automobilismo, a respeito de se economizar o combustível tão caro e de péssima qualidade dos dias de hoje. Acelerando a fundo, com o motor funcionando a baixo giro, realmente consome uma quantidade menor de combustível por trabalho realizado, por haver sem dúvida nenhuma a redução de vácuo com a borboleta de admissão totalmente aberta.

Só que, na prática, isso só se leva em consideração com os carros alimentados com injeção eletrônica, pois quando se refere ao carburador, em baixa rotação diminuiria tanto a turbulência no difusor secundário, a ponto de não ocorrer a depressão necessária na manga de combustível, tornando assim a formação da pré-mistura extremamente rica e não conseguindo, assim, uma compensação em nível do 2º. difusor, chegando até mesmo em alguns casos a levar ao encharcamento do mesmo. Então seria necessária adquirir uma maior economia ao nível de mistura e ao nível de rotação, que no caso desses motores geralmente se baseia em trocar as marchas em sua rotação de torque máximo, e mantê-la em viagens, utilizando a marcha mais alta do veículo.

Excelente site, pois sou mecânico e já revirei o site de cabeça pra baixo e realmente todas as informações são verídicas. Apenas gostaria que o cardápio no canal de preparações fosse atualizado mais frequentemente, pois realmente os detalhes técnicos do site são impressionantes.

S.A.M.
Araçatuba, SP
ironsam@globo.com

Caro leitor, é muito gratificante para o BCWS ver profissionais da reparação de automóveis em seu universo de leitores. É também a esse importante e essencial grupo que dirigimos nosso empenho de informar, principalmente em matérias técnicas. Mas vamos a sua dúvida. Realmente tem de haver um mínimo de fluxo de ar no difusor para "arrastar", por efeito de depressão na região, combustível do bico de descarga e misturá-o ao ar de admissão.

Só que, ao usar o motor com acelerador todo aberto desde as mais baixas rotações, como vimos dizendo no BCWS (saiba mais), esse fluxo existe. Caso contrário, o motor apagaria, não é mesmo? Outra questão no carburador é o enriquecimento desproporcional à medida em que a rotação sobe, o que exige correção de ar pelo corretor, tubo de emulsão, etc. Isso ocorre porque os fluidos não se comportam da maneira como se espera.

O problema dos carburadores aparece nas altas rotações e nas fases transientes, não nas baixas e em rotações constantes. Você, como mecânico, sabe da importância da quantidade do jato produzido pelo injetor e de seu alvo, que variam de carro para carro e de carburador para carburador. Portando, o baixo fluxo a que você se refere na verdade produz mistura pobre, e não rica. Pode ter certeza disso. É por isso que foi criada e desenvolvida a injeção de combustível, primeiro mecânica e depois eletrônica: para se conseguir a quantidade de combustível exata (e a mistura resultante) em todas as fases de operação do motor.

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Data de publicação deste artigo: 5/10/02

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