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O pisar fundo, em qualquer rotação, é indicado pelo sensor da posição da borboleta à central eletrônica de controle do motor. Nessa situação é ativada a
situação de enriquecimento transitório, onde a mistura é enriquecida e abre-se o circuito da sonda lambda (closed loop). A mistura deixará de estar na razão estequiométrica para ficar rica, garantindo aceleração.
Isso é facilmente comprovável conectando um osciloscópio aos injetores, onde se verá a significativa elevação do tempo de injeção (tempo em que os injetores ficam abertos).
Quanto a carbonização, explica-se: combustível e ar em excesso sem o motor ter
giro suficiente gerará mistura inadequada ao funcionamento do catalisador, que tem sua eficiência
drasticamente reduzida fora da razão estequiométrica -- em misturas
pobree demais converte mal os NOx, em misturas ricas demais converte mal os hidrocarbonetos e CO. O catalisador será danificado por superaquecimento e a queima irregular gerará carbonização.
Em veículos carburados é possível que exista alguma economia, embora não acredite, mas de toda sorte o catalisador será prejudicado.
Em motores com acelerador eletrônico, ao se pisar fundo a borboleta não abre totalmente de imediato, justamente para evitar todos esses problemas e garantir suavidade e maior
economia de combustível. De toda sorte, se vocês querem testar, é uma boa idéia para comprovar o óbvio.
BCWS - Não é nosso intuito polemizar, mas esclarecer esta questão que interessa a muitos leitores. Pois bem. A posição da borboleta não é o único elemento que determina tempo de abertura das válvulas de injeção, pois há também o parâmetro rotação.
O motor permanece em qualquer condição sob lambda 1,0 graças ao sensor de oxigênio existente para esse fim. Nunca haverá excesso de combustível e nenhuma condição de uso elevará a temperatura do catalisador além dos 800 graus Celsius.
O acelerador eletrônico foi implementado mais para permitir intervenção do
controle de estabilidade (ESP) do que para qualquer outra coisa, tanto que o primeiro carro nacional a tê-lo foi o Mercedes-Benz Classe A. Claro, há o benéfico efeito colateral de se neutralizarem movimentos bruscos do pedal e também de eliminar o comando a cabo tipo Bowden (aço trançado com conduíte), cuja carga de acionamento varia com o passar do tempo.
Muitas vezes o BCWS conversou com engenheiros automobilísticos, a respeito dessa maneira de dirigir para obter máxima economia, e sempre houve unanimidade de opinião de que este é o melhor procedimento. E, como já falamos, testes em andamento apenas estão comprovando esta técnica de dirigir com a maior economia possível.
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