por Fabrício Samahá
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Recuperação
de escapamento e catalisador é um assunto complexo.
Segundo a Degussa, fabricante do equipamento, o
catalisador é 100% reciclável, mas não deve ser
reformado. O que se encontra no mercado são normalmente
produtos fora de especificação, com os elementos da
"colméia" interna substituídos por qualquer
elemento ineficaz, apenas com o objetivo de preencher a câmara
e simular o peso de um componente original.Existe a possibilidade, contudo, de um recondicionamento para casos específicos, como o de automóveis importados e fora de linha para os quais não se encontrem mais peças de reposição. É mantida a carcaça e trocada a cerâmica interna. Mesmo assim, em função de possíveis problemas de vedação e a dificuldade em reproduzir as características originais, a empresa não recomenda esse serviço. Quanto aos silenciadores e tubos de escapamento, podem-se pesquisar alternativas nacionais no mercado de reposição, de menor preço que as vendidas em concessionária. Contudo, a durabilidade é em geral menor e deve-se observar a qualidade do produto e o prazo de garantia oferecido. Em referência à dúvida do César, elementos instalados após o catalisador original podem alterar apenas o nível de ruído, sem interferir no controle de emissões poluentes. O ganho de desempenho é normalmente imperceptível, podendo mesmo ocorrer perda -- inclusive no consumo -- se o produto for mal projetado, com maior restrição que o original. Em geral nota-se menor dificuldade de atingir rotações elevadas, como as próximas ao limite de giros do motor. Observe ainda que muito do aumento de consumo relacionado a escapamentos esportivos ocorre por causa da condução mais agressiva que o motorista assume para desfrutar do maior ruído produzido. |
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