|
O sistema de estabilização ativa da rolagem,
denominado Dynamic Drive, que a BMW introduziu
no Série 7 lançado em 2001 e no
novo Série 5 é um
aprimoramento do princípio de atuação das barras estabilizadoras.
Estas, presentes ao menos no eixo dianteiro de quase todos os
automóveis atuais (com exceção de alguns modelos básicos, como o
Celta), estabelecem uma ligação entre as rodas do mesmo eixo, de modo
que uma contenha o movimento da outra -- a tendência natural é que a
roda externa à curva se movimente para cima, e a interna, para baixo
-- e com isso a inclinação carroceria seja reduzida.
No sistema da marca alemã a barra estabilizadora é dividida em duas
partes, permitindo total independência entre as rodas em condições
normais de rodagem, em benefício do conforto. Uma vez detectada a
tomada de uma curva ou o início de uma manobra que gere rolagem, uma
bomba elétrica aciona atuadores hidráulicos para que as duas partes da
barra sejam conectadas, contendo a rolagem de forma bastante eficaz.
Em uma curva suave, com aceleração lateral de 0,4 g (40% da aceleração
da gravidade), o sistema permite ao novo 745i apenas 0,5 grau de inclinação, contra
2,8 graus do antigo 740i. Já em uma curva intensa, como 0,8 g
(suficiente para chegar ao limite de aderência em muitos carros
convencionais), a rolagem atinge 1,8 grau, para que o motorista
perceba que está muito rápido. Sistemas como este permitiriam até
mesmo eliminar a rolagem, mas isso poderia ser perigoso por impedir a
percepção da velocidade em curvas.
E se houver uma falha? Como ocorre hoje em qualquer sistema eletrônico
em automóveis, existe um modo de emergência, que estabelece grande
resistência à rolagem, maior na suspensão dianteira do que na
traseira. Isso leva ao subesterço, ou saída de frente, situação de
mais fácil correção pelo motorista de menor habilidade.
|