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Os
motores V6 de 2,9 litros são realmente "gêmeos", no
sentido de partilharem o projeto básico, dimensões internas e
características. As diferenças de potência (210 cv para a PSA, 194
cv para a Renault) devem-se a ajustes como a taxa de compressão.
Com os motores menores, porém, a situação é outra. Na linha
1,6-litro, por exemplo, a Citroën e a Peugeot usam um de 1.587 cm3 (78,5
x 82 mm), e a Renault, de 1.598 cm3 (79,5 x 80,5 mm). Na faixa de 2,0
litros, são 1.998 cm3 (82,7 x 93 mm) na Renault e 1.997 cm3 (85 x 88
mm) na PSA. Enfim, na classe 1,0-litro a Peugeot ainda não possui
motor próprio, utilizando por enquanto, no Brasil, o mesmo do Clio
adquirido da Renault. Na Europa existem versões de 954 e 1.124 cm3 do
motor Peugeot, a primeira utilizada no 106 que tivemos aqui até este
ano.
Embora com características comuns aos 1,6-litro, os 2,0-litros podem
não ter sua produção nacional viabilizada se a demanda for
reduzida, como ocorre hoje. Renault e PSA trazem seus motores desta
cilindrada da Europa, mas a primeira havia demonstrado a intenção de
não mais importar propulsores para seus veículos fabricados no
Mercosul, o que indica provável nacionalização no futuro.
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