Ilustrações: divulgação
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Juntas homocinéticas são
articulações nas árvores de transmissão que permitem
funcionamento em ângulo entre duas partes. Embora se
pense logo no esterçamento das rodas dos carros de
tração dianteira, na verdade o curso da suspensão
ocasiona o funcionamento em ângulo da semi-árvore de
tração.Antes da junta homocinética havia a junta universal, basicamente dois "U" unidos pela boca da letra por um pino. O problema é que, quando um "U" transmite movimento para o outro, existe diferença de velocidade e aceleração entre as duas peças. Esse diferença resulta em movimentos indesejáveis do volante de direção, e estes sempre foram o grande obstáculo da tração dianteira. A junta homocinética resolveu esse problema por meio de engenhosa construção, em que há esferas entre a parte condutora e a parte conduzida, mantidas convenientemente espaçadas por meio de pistas. O desenho fez com que as velocidades se tornassem constantes, daí o nome que se vê nas revistas estrangeiras, CV joints, ou constant velocity joints, que significa juntas de velocidade constante.
O nome homocinética origina-se do grego, da junção das palavras homo = igual e kinein = constante. O Mini Morris/Austin Seven de 1959 (leia história) representou a primeira aplicação em série das juntas homocinéticas e a elas cabe parte do êxito do revolucionário carro. Coube ao francês Pierre Fenailler, porém, a invenção da junta homocinética, em 1927, aplicando-a ao carro de corrida Tracta, de tração dianteira. Mesmo que não haja sistema de direção, usam-se juntas homocinéticas nas suspensões traseiras independentes de certos carros, por exemplo, Mercedes-Benz, BMW, Jaguar e Omega. O motivo é a carcaça do diferencial ser fixada no chassi e as rodas precisarem se movimentar verticalmente devido à suspensão. |
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