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As curvas de potência
ou torque mencionadas no artigo não são calculadas a partir de uma fórmula,
mas obtidas dos fabricantes do veículo ou através de medições em
dinamômetro. Tanto em um caso como no outro, a curva de potência ou
torque pode ser traduzida em uma tabela de valores de potência ou
torque por rotação, que pode ser usada pra traçar os gráficos.
Em muitos casos o que se tem é já uma tabela, de valores
discriminados pelas rotações. No caso citado no artigo Marchas,
quando trocar, essa tabela teria a
seguinte forma:
0 rpm = 0 cv
1.000 rpm = 13 cv
2.000 rpm = 35 cv
3.000 rpm = 55 cv
4.000 rpm = 70 cv
5.000 rpm = 85 cv
5.500 rpm = 90 cv
6.000 rpm = 85 cv
Para traçar as curvas em função da velocidade, bastaria transformar
as
rotações em velocidades, usando as relações finais (marcha +
diferencial) do veículo para cada marcha. Assim, teríamos uma tabela
para cada marcha, que podem ser usadas para traçar as curvas em uma
planilha eletrônica.
Como nem sempre se tem acesso a um dinamômetro para se fazer as medições,
e raramente os fabricantes fornecem os gráficos de torque e potência
do motor (informação que, a nosso ver, deveria vir no manual do
proprietário), pode-se construir essa tabela usando as curvas
simuladas no Consultório de Preparação.
Basta buscar um carro igual e observar a curva do motor original, ou
preparado se for o caso; ler os valores de potência ou torque
para cada rotação; e fazer a tabela.
Depois, usa-se essa tabela para obter as tabelas de potência por
velocidade e, então, pode-se traçar o gráfico para determinar as
trocas de marcha. Claro que o resultado não terá uma precisão
absoluta, pois as curvas fornecidas no Consultório são simuladas a
partir dos dados de potência e torque -- e não medidas, o que
tornaria tudo mais preciso. Mas o erro obtido será pequeno e não
comprometerá o resultado final, visto que o simulador é preciso e
esta tarefa não exige acuidade muito grande.
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