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Não é perda de tempo
ou esforço, Murilo, a esticada além da rotação de potência
máxima obtida nos cálculos mostrados no artigo. Ela é necessária
porque a rotação que o motor assumirá quando a marcha seguinte for
engatada será menor que a rotação anterior. Se for um carro de câmbio
longo, essa rotação será bem menor; se for um de câmbio curto, será
um pouco mais próxima da anterior.
O fato é que em uma rotação menor o motor desenvolve menos potência,
assim como também desenvolve menos potência em rotações acima
do regime de potência máxima. Mas, se a potência desenvolvida nas
rotações acima da de potência máxima ainda for superior
àquela desenvolvida quando a marcha seguinte for engatada, compensa
continuar com a marcha anterior por mais algum tempo.
Deixando mais claro: o referido motor (que desenvolve 90 cv a 5.500
rpm), a 6.900 rpm, desenvolve 74 cv, e a 4.500 rpm (rotação em que
ficará após a troca de marcha), também desenvolve 74 cv. Caso a
troca fosse feita a 5.500 rpm, o motor após a troca baixaria a 3.200
rpm, onde desenvolve apenas 62 cv. Neste caso haveria perda, pois
tirando a média da potência e considerando
estes intervalos de regimes de rotação (essa média é obtida pela
área do
gráfico, e não apenas somando e dividindo), a média seria 85 cv.
Fazendo a troca na rotação de potência máxima, ou seja, 5.500 rpm,
a média de potência no intervalo de regimes de rotação seria de 76
cv. Ou seja, esticando as marchas na medida certa, o motor
rende mais na média. Mas não se deve exagerar, pois se as trocas
forem feitas em rotações superiores às calculadas, o rendimento médio
também cai.
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