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Vamos às respostas.
1) Não. Antes de mais nada, a queima em um motor nunca é
perfeita, pois não se consegue uma emulsificação e posterior
vaporização perfeita da gasolina, nem uma mistura perfeita com o ar.
Assim, na câmara de combustão sempre há partes com mistura mais rica
ou mais pobre. Levando isso em consideração, a condição de maior
economia passa a diferir da condição de maior entrega de energia.
A de maior economia é aquela que queima todo o combustível admitido,
desperdiçando ar, e a de maior potência é a que queima todo o oxigênio
admitido, desperdiçando combustível. Os sistemas de alimentação são
dimensionados ou programados para atender às demandas, provendo
mistura mais econômica ou mais energética quando necessário, levando
em consideração rotação e carga, entre outros fatores.
2) Os sistemas de injeção não funcionam apenas medindo pressão
e temperatura no coletor. Muitos possuem, efetivamente, um medidor de
massa de ar admitida, mais preciso que a medida indireta obtida com o
sistema citado pelo leitor, que por sinal funciona realmente como ele
relata. Existem ainda outros vários métodos de medição utilizados em
sistemas de injeção.
Na verdade, na criação de um sistema de adaptação da injeção ao turbo,
quanto mais variáveis puderem ser consideradas melhor. Em um
remapeamento de um sistema naturalmente
aspirado, pode-se atender bem a rotação e carga variáveis que dão
uma boa idéia do fluxo. Mas no caso do turbo, que é uma máquina
parcialmente independente do motor, ele pode estar, para uma mesma
rotação e carga, em condições diferentes.
Por exemplo, em uma redução com carga 10% a 2.000 rpm, o turbo estaria
girando alto, porém numa saída tranqüila de sinal, com carga a 10% a
2.000 rpm o turbo estaria praticamente sem produzir pressão. Neste
caso, o ideal seria: 1) medir a massa de ar admitida pelo motor, ou 2)
medir rotação do motor, carga e rotação da turbina, ou ainda 3) medir
rotação do motor, carga e pressão de admissão -- ainda podem-se
considerar outras combinações.
Como se vê, escolhas não faltam. Ainda podem entrar no jogo
temperatura, para correções de densidade, e outras medidas de
realimentação, como o sinal de sonda lambda. Pode-se afirmar que
somente rotação e carga do motor não dariam a resposta perfeita para
todas as condições, mas permitiriam resultados muito bom. Nestes
casos, o importante é que as imperfeições não sejam sensíveis. Se não
forem, é sinal que já estão muito bem calibradas e que qualquer ganho
de regulagem, com a adoção de um sistema mais completo, não traria
variações no consumo ou potência maiores que 3%.
Já foram testados por este consultor sistemas que obtêm resultados sem
defeitos sensíveis, usando somente rotação e pressão, ou rotação e
sinal de sonda lambda, ou ainda remapeamentos baseados em rotação e
carga somente. Mesmo que se saiba que estas combinações não seriam
100% perfeitas, se bem desenvolvidas e aplicadas os resultados ficam
acima de críticas.
3) Embora seja um peça mecânica, o distribuidor das ignições
eletrônicas têm um gerador de pulso na parte inferior, permitindo o
controle do ponto.
4) Estes módulos são basicamente um potenciador de centelha. Em
geral, usam um modo de descarga baseado num capacitor, que acumula
grande quantidade de energia e a descarrega para as velas, conhecido
como descarga capacitiva. Alguns ainda dispõem de circuitos que
permitem atrasar o ponto de ignição e, nos mais inteligentes, também
adiantar o ponto.
Estes sistemas podem ser usados junto à ignição original. Na verdade,
muitos só funcionam se combinados ao sistema original. Mas cabe
cuidado por serem sistemas de alta potência: em caso de instalação
errada ou incompatibilidade, pode ocorrer grande dano para a injeção
original ou até risco de incêndio.
5) O distribuidor é somente um direcionador da descarga da
bobina. Quem comanda sua descarga é a central. Nestes casos, o atraso
é feito no sinal de comando da central para a bobina.
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