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A
lógica na denominação por números, utilizada por diversos
fabricantes, é bastante relativa, Daniel. A Mercedes-Benz vem
recorrendo há alguns anos a números de três algarismos para
identificar a cilindrada do motor: por exemplo, A 160 indica 1.600
cm3; A 190, 1.900 cm3; E 320, 3.200 cm3; e S 500, 5.000 cm3. Só que
as exceções são várias: como exemplos, o atual C 180 tem na
verdade 2.000 cm3, e os S e CL 600, efetivos 5.800 cm3. No caso do C
180, explicou-nos certa vez a marca que a manutenção do número,
apesar do aumento de cilindrada, destinava-se a atender ao comprador
habitual dessa versão, que se sentiria abandonado caso a
denominação passasse a C 200 (além disso, C 200 é outra versão da
linha com motor mais potente).
Para a BMW, o primeiro algarismo identifica a série, relativa ao
porte do veículo (3, 5, 7, além dos futuros 2 e 6), e os dois
algarismos seguintes costumam se referir à cilindrada. Mais uma vez,
porém, há muitas exceções: o 323i vendido há alguns anos tinha
2.500 cm3; o atual 540i tem 4.400 cm3; e o 750i da antiga geração
havia passado a 5.400 cm3. Assim como na Mercedes, essas exceções à
regra acontecem há décadas e tudo indica que continuarão
acontecendo.
No caso da Peugeot, o zero está sempre no meio -- a marca registrou
esse tipo de denominação há pelo menos 40 anos, tendo obrigado a
Porsche a alterar o número de um esportivo seu, lançado em 1963, de
901 para 911. O primeiro algarismo designa o porte do modelo (1, 2, 3,
4, 6 e 8, tendo havido também o 5 no passado), e o último, a
geração. Mas... também aqui há exceções! Antes do 306 existiu o
309, e o 605 foi sucedido pelo 607, não tendo havido um 606.
Finalmente, uma regra a que não cabem exceções: cilindrada é a
medida em questão, não sua unidade de medida, que pode ser cm3
(centímetros cúbicos) ou litros (equivalentes a 1.000 cm3). Falar em
2.500 cilindradas significa o mesmo que dizer que entre São Paulo e
Rio de Janeiro há 400 distâncias, não 400 quilômetros.
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