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Não existe cálculo
para off-set, mas sua determinação pura e simples em
desenho para se conseguir efeitos. O raio de rolagem negativo tem a
vantagem, já bastante comentada no BCWS, de promover efeito
auto-estabilizante quando as forças longitudinais nas rodas
dianteiras tornam-se diferentes por qualquer motivo -- por exemplo,
num esvaziamento repentino de pneu. Permite também a adoção do
duplo circuito hidráulico dos freios em diagonal, para o evento de
atuação monocircuito.
Quando
o off-set da roda diminui, o aro fica mais para fora em relação
ao disco da roda. Diminui o raio de rolagem negativo (se houver) ou
aumenta o raio de rolagem positivo (se houver). Portanto, alteram-se
os efeitos benéficos (menos raio negativo) ou maléficos (raio
positivo excessivo) desse item da geometria de direção.
Se um fabricante conceituado como a Vauxhall oferece rodas com off-set
de 42 mm em lugar de 49 mm, é de se acreditar que o efeito tenha
sido analisado, em que não haverá alteração profunda no
comportamento do carro naquilo a que o raio de rolagem --
negativo no caso -- se propõe. Não se trata de tolerância, uma vez
que não há cálculo no sentido estrito.
Há vezes em que o off-set tem de ser diminuído por questão
de espaço, como ao aumentar a tala da roda e precisar evitar a
sua interferência com algum elemento da suspensão, como a
coluna McPherson. Por tudo isso pode o leitor constatar como alterações
de suspensão e rodas requerem cuidado e sobretudo conhecimento.
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