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A velocidade dos
pistões, em geral indicada em metros por segundo (m/s), é calculada multiplicando-se
seu curso por 2, então pela rotação em questão e dividindo-se o
resultado por 60 (60 segundos em um minuto).
Por exemplo, se o curso
é de 86 mm, como no motor GM de 2,0 litros, ele percorre 86 mm a
cada subida e 86 mm a cada descida (que somadas dão um ciclo de
operação do motor). Com isso, a 5.000 rpm percorre 860.000 mm, ou
860 metros, a cada minuto (86 x 2 x 5.000 / 1.000) ou 14,3 metros
por segundo (860 / 60).
Em que isso influi? Considerando-se a mesma resistência de
materiais, a durabilidade do motor tende a ser maior com menores
velocidades médias de pistão. Se não se pretende reduzir a rotação
usual de trabalho (em um carro esporte ou de competição, por
exemplo), uma alternativa é adotar menor curso dos pistões, para que
percorram menor espaço à mesma dada rotação.
Há casos de automóveis e motocicletas que ganham novas medidas de
diâmetro e curso em aplicações esportivas. A Honda mantinha dois
motores de 1,6 litro para o Civic, anos atrás: o de 81 x 77,4 mm,
para os esportivos VTi, e o de 75 x 90 mm para as demais versões. Já
a Ducati adotou 104 x 58,8 mm na superesportiva 998R, enquanto na
versão "comportada" 998S as medidas eram de 100 x 63,5 mm. Claro,
existem outros fatores para se determinar essas dimensões (saiba
mais). |