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Sua
análise está correta, Alexandre: não há razão para o emprego de
pneus com código de velocidade superior
àquele que atenda à velocidade máxima do veículo. No caso do
Tempra 16V, o código "H" permitiria rodar a até 210 km/h
por tempo indeterminado com carga máxima, o que -- além de bastante
improvável em nossas condições viárias -- estaria acima da
velocidade máxima da versão, de cerca de 200 km/h reais apenas com o
motorista. O código "V", apto a 240 km/h, só se justifica
em um Tempra Turbo ou Stile, que chega a 220 km/h segundo o
fabricante.
O que ocorre é que nem sempre se dispõe do pneu na medida desejada
com o código de velocidade mínimo necessário para o carro. É raro
encontrar pneus de série 55 -- como os do Tempra -- com código
"H", sendo mais comum o "V". Mas, se o leitor os
encontrou, pode adotá-los sem riscos. Por outro lado, anos atrás a
GM não pôde dispor de pneus 195/60 R 15 V para o Vectra GSi 16V, que
superava 210 km/h, vendo-se obrigada a ficar com o código
"H", pouco abaixo da velocidade máxima do automóvel.
Usar pneus de código de velocidade inferior tem algumas vantagens.
Além do menor preço, o composto de borracha tende a ser menos
áspero, tornando o rodar mais confortável e silencioso. A
importância dada a estes fatores pelos norte-americanos explica a
instalação de limitadores de velocidade -- em geral entre 180 e 200
km/h -- em versões do Honda Accord, Ford Taurus e até em esportivos
como o BMW Z3, que com motor 1,9-litro não passava de 190 km/h na
versão para aquele mercado.
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