por Fabrício Samahá Trocas de marcha: para desempenho ou economia
Admardo Augusto de Azevedo Silva
Dilson Valério Pontes
Marcelo Zabolotny Domingues |
| A rotação utilizada nas
saídas varia muito de acordo com a potência e torque do
motor, o peso do carro, as relações de marcha, a
topografia (se há subida) e a maior ou menor necessidade
de agilidade. O motorista deve definir as rotações
adequadas a cada situação, tendo em mente que um regime
elevado demais, mantido por muito tempo antes de se
liberar a embreagem por completo, pode até mesmo queimar
seu disco, que terá de ser substituído. "Esticar" as marchas até o regime de potência máxima, ou mesmo pouco além, é a forma de obter o melhor desempenho do motor. Pode-se superar ligeiramente (300 rpm, por exemplo) esse ponto para que, com a queda de giros decorrente da troca de marcha, a rotação permaneça próxima da de potência máxima. Elevar ainda mais as rotações, como atingir o regime de corte de injeção, não traz ganho porque a potência decresce ao superar o ponto máximo (veja curvas de potência no Consultório de Preparação). Para obter o melhor resultado numa aceleração de 0 a 100 km/h, por exemplo, admite-se esticar uma marcha um pouco mais, para evitar a perda de tempo de uma troca, ou mesmo manter o acelerador a fundo durante a operação do câmbio -- o que não se recomenda numa arrancada do dia-a-dia, pois esforça o motor desnecessariamente. A velocidade ideal de mudança de marcha também é afetada pelo peso transportado no veículo, topografia e exigências do trânsito. O ideal, tendo em vista menor consumo, é que se use marchas tão longas (altas) quanto possível, trocando-se logo acima da rotação de marcha-lenta (saiba mais). A regra vale tanto para motores com injeção quanto para os carburados, desde que de quatro tempos. Claro, nem sempre isso é possível, podendo mesmo ser perigoso num trânsito agressivo. Vale até recomendar, se o torque do motor e as relações do câmbio permitirem, utilizar diretamente a 1ª., a 3ª. e a 5ª. marcha numa aceleração, o que mantém um regime bem baixo, com ganho em economia de combustível. Quanto a manter o câmbio engatado com o carro estacionado, é muito importante quando estacionado em aclive ou declive, pois o mantém no lugar mesmo se o freio de mão falhar. Nessas condições recomenda-se ainda esterçar a direção no sentido do meio-fio, mas sem apoiar o pneu para não danificá-lo. No plano, não há necessidade de engatar uma marcha -- mas, além do risco na partida, não há inconvenientes. Alguns temem que a transmissão seja danificada se outro veículo encostar no seu ao estacionar, mas seria um esforço pequeno comparado aos que o câmbio sofre na operação do veículo. |
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