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Apresentado pela marca
sueca em setembro de 2000, o sistema Saab Combustion Control (SCC), ou
controle de combustão Saab, é mais uma forma de reduzir consumo e
emissões poluentes. Baseia-se, como o leitor citou, na manutenção de
uma parcela dos gases de escapamento no processo de combustão.
O
sistema compreende uma injeção direta de gasolina, um
variador do tempo de abertura das
válvulas e a variação da abertura entre os eletrodos das velas de
ignição. Ao contrário de outras injeções diretas, como a
FSI da Volkswagen, ele não altera a proporção
entre ar e combustível, que permanece sempre em 14,6:1.
O injetor e a vela de cada cilindro estão integrados no que a marca
chama de spark plug injector ou SPI. Quando o combustível é
injetado no cilindro, através de ar comprimido, um sopro de ar gera
turbulência para que a combustão -- provocada logo em seguida pela
centelha -- seja mais rápida.
A variação de tempo das válvulas, por sua vez, é contínua (sem
estágios pré-definidos) e permite que gases queimados sejam misturados
ao ar que é admitido pelos cilindros. Os gases queimados chegam a
responder por 70% do conteúdo durante a combustão.
O terceiro elemento do SCC está nas velas especiais, cuja abertura
entre eletrodos varia de 1 a 3,5 mm. A centelha emitida pelo eletrodo
central do SPI pode ir tanto para o eletrodo-terra da vela, a 3,5 mm
de distância, quanto para um eletrodo-terra no pistão. Aliado a um
sistema de alta potência para a ignição, o recurso é considerado
essencial para a combustão de uma mistura tão diluída em gases de
escapamento.
A Saab atribui ao SCC uma redução de consumo de até 10%, de acordo com
as condições de operação, e uma contenção de emissões que habilita o
motor a atender à norma americana para Ultra Low Emission Vehicle 2 (ULEV2),
ou veículo de emissão ultra-baixa 2, a ser colocada em vigor apenas em
2005. Em relação aos atuais motores da marca de desempenho similar,
ele reduz em 50% as emissões de monóxido de carbono e de
hidrocarbonetos e em 75% as de óxidos de nitrogênio.
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