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Os atuais platôs de
embreagem por mola diafragmática, mais conhecida por "chapéu
chinês", suportam sem problema a posição de desacoplamento.
Isso porque a curva de resistência à deformação desse tipo de mola
não é linear como nas molas helicoidais dos platôs mais antigos,
mas apresenta um pico de esforço para depois decrescer.
Percebe-se isso no pedal, principalmente quando o comando é hidráulico,
sem o atrito do cabo: há uma resistência inicial que depois diminui.
Sistemas de embreagem automática como o do Mercedes-Benz A 160/190 e
do Fiat Palio Citymatic (infelizmente não mais disponível)
reproduzem a situação de pedal de embreagem apertado sempre que o veículo
encontra-se imobilizado. Portanto,
não haverá danos à embreagem ao se permanecer com marcha engatada
aguardando o verde.
A obrigatoriedade nos EUA em se permanecer engrenado no sinal deve-se
ao fato de lá praticamente todos os carros possuírem transmissão
automática. Desse modo, o procedimento nos carros de caixa manual
visa deixar todos os veículos nivelados no aspecto de arrancar assim
que o sinal virar verde. Novamente a questão da uniformidade de fluxo
vem à tona.
Vale comentar que na Alemanha e na Argentina o sinal verde é
precedido do amarelo, uma maneira a levar os motoristas a se
prepararem para arrancar. A vantagem desse sistema é os motoristas da
outra via saberem que têm de parar já no amarelo, pois os outros
carros arrancarão em seguida. Quando todos assimilam a regra, o
resultado é maior segurança, pois como já foi dito em outro artigo
da coluna Do Banco do Motorista, todo cruzamento, tenha ou não
controle semafórico, é perigoso.
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