por Fabrício Samahá
Óleo sintético, mais proteção e
durabilidade
Gostaria
de saber se existe vantagem em se usar óleo sintético e
se o uso deste tipo de óleo aumenta o valor da
quilometragem entre trocas. Sei que usando óleos
minerais seria recomendável trocar a cada 10.000 km.
Tenho um Palio e a Fiat, que recomenda o uso do Selenia,
estabelece o período de troca em 20.000km, daí a minha
dúvida.
Walter Lima Garcia
wlgarcia@uol.com.br
Eu tenho um Gol GTI 16V. É verdade que o óleo é a vida
do motor? É recomendado usar aqueles óleos sintéticos
grafitados? Até que ponto esse investimento vale a pena?
Luciano Breder Guimarães
lucianoguimaraes@zipmail.com.br
Taguatinga, DF
Gostaria de saber o que é melhor para o motor, trocar o
óleo a cada 20.000 km usando óleo sintético ou a cada
5.000 km usando óleo mineral. Qual a diferença entre os
dois óleos?
Fausto Jr.
demira@eps.ufsc.br
Florianópolis, SC
Gostaria de informações sobre os benefícios dos óleos
sintéticos e semi-sintéticos (5W40 e 15W50), uma vez
que o manual do Corsa GSi não recomenda o uso de tais
óleos.
Marcos Patrick Fernandes Guimarães
mpfg@yawl.com.br
Posso
passar a usar no motor de meu carro óleo sintético,
sendo que já estavam sendo usados óleos tradicionais?
É verdade que quando a bateria perde grande parte
de sua carga (mais de 50%), o alternador não consegue
carregá-la mais?
Bruno Sanchez de Moraes
brusan@lbm.com.br
Guarujá, SP
Os óleos sintéticos não são derivados do petróleo,
mas produzidos em laboratório a partir de ensaios em
condições críticas. No caso dos semi-sintéticos, a
uma base sintética é adicionado o óleo mineral, o que
barateia o produto e resulta em qualidade intermediária.
Os sintéticos apresentam uma curva de viscosidade
praticamente plana, isto é, não ficam nem muito finos
nem muito espessos (viscosos) em toda a faixa de
operação especificada (saiba mais sobre a classificação
dos lubrificantes).
Outra vantagem sensível é a resistência à oxidação,
o que permite seu uso por quilometragem muito maior que a
dos óleos minerais. É comum rodar três ou quatro vezes
mais e trocar o lubrificante ainda em boas condições.
De modo geral, 10.000 km é boa periodicidade para um
óleo mineral e 25.000 a 30.000 km um bom período de uso
de um totalmente sintético. A Fiat, ao recomendar o
semi-sintético Selenia, estabelece 20.000 km.
O contraponto dessa qualidade e durabilidade é o custo
bastante elevado do sintético. É importante lembrar
ainda que ele não desobriga o usuário de trocar o
filtro de óleo, na quilometragem recomendada pelo
fabricante, nem de repor o nível, quando baixo, com
lubrificante similar. Misturar óleos comum e sintético
no mesmo motor não chega a prejudicá-lo, mas pode
anular boa parte das propriedades oferecidas pelos
aditivos de cada um.
Embora não seja necessário para assegurar boa
durabilidade ao motor, o lubrificante sintético ou
semi-sintético não traz problemas e pode ser utilizado
em qualquer automóvel. De acordo com Robert Sharp, de
sua assessoria de imprensa, a GM "indica os
lubrificantes nos manuais de proprietário. Qualquer
óleo utilizado deve atender os requisitos mínimos ali
expressos em classificação API. Se ultrapassá-los,
melhor, como ocorre com os óleos sintéticos."
Por sua função detergente mais acentuada, o óleo
sintético tende a remover depósitos de carbonização
criados pelo uso prolongado de lubrificante mineral --
sobretudo os de geração mais antiga, pois este
parâmetro vem sofrendo contínua evolução nos óleos
mais modernos. É interessante substituir o filtro mais
cedo na primeira utilização, para evitar sua
saturação. Quando o filtro de óleo se satura, abre-se
uma válvula que permite a passagem do lubrificante sem
filtragem.
Quanto à bateria, a recarga fornecida pelo alternador --
desde que em boas condições -- independe de sua carga
no momento. O que o leitor Bruno pode ter escutado é
que, se a bateria tiver seus elementos internos
desgastados, a perda de energia será maior, aproveitando
mal a recarga do alternador. Neste caso, só a
substituição da bateria resolve.
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