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| Embora costume-se
associar -- impropriamente -- torque a arrancada e potência
a velocidade, na verdade essas duas importantes grandezas
estão intimamente relacionadas. O que importa mesmo é
potência, tanto seu valor quanto a que rotação ela
começa a ser produzida de maneira palpável. Um carro
com motor de 80 cv que a 2.000 rpm só disponha de 30 cv
pode parecer mais lento para arrancar do que outro de 65
cv e mesma cilindrada, mas que à mesma rotação já
produza 40 cv. Muitos
ainda acham que o Gol 1,6 "a ar", de 54 cv, era
mais ágil do que o dotado de motor 1,6 "a água",
de 76 cv. O Corsa GL 1,4 de 60 cv parece bem mais potente
do que o Wind 1-litro de mesma potência. Enquanto todos
os Foi por isso que num dado momento a VW alemã elevou a cilindrada do motor 1,8 duplo-comando de 139 cv do Golf para 2 litros e 136 cv. Ou a GM ter passado o Vectra 2-litros de 16 válvulas e 136 cv para 2,2 litros e 138 cv, apenas 2 cv mais. Ninguém reclamava da arrancada dos primeiros Fuscas 1,1-litro de 25 cv, porque a 1.500 rpm o motor já tinha despertado. Potência específica -- cavalos por litro -- elevada em motores de aspiração normal requer mecanismos de variabilidade, assegurando desse modo potência significativa em rotações baixas, interpretada como "torque". Um bom exemplo é o sistema VTEC da Honda, em que por meio de variação dos tempos de abertura e fechamento de válvulas, o motor 1,6 de 100 cv/litro possui elasticidade excepcional. Ou o coletor de comprimento variável do Brava HGT e Marea SX, que assegurou 132 cv ao motor 1,75-litro com resposta aceitável em baixa rotação. Ainda, a sueca Saab, que recentemente apresentou um conceito de taxa de compressão variável (saiba mais). Ainda veremos muitas surpresas em variabilidade nos próximos anos. |
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