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É mesmo para ficar
confuso, Renato, mas todas as diferenças têm explicação. Entre as três
versões de 2,0 litros (110, 112 e 116 cv) a diferença básica está no
mapeamento eletrônico da central de injeção e ignição. No Vectra de
primeira geração o motor obtinha maior potência (116 cv) que no de
segunda (110) porque atendia a normas menos rigorosas de emissões
poluentes (fase 2 do Proconve, em vez da
fase 3 vigente desde 1997).
Ao
ser lançado no Astra atual, em 1998, o motor ganhou 2 cv (passando a
112) mas perdeu ligeiramente em torque (0,4 m.kgf). A alteração nunca
foi estendida ao Vectra porque este, mais pesado, precisava da
vantagem de força em baixa rotação. Finalmente, em 2001 o Astra passou
a 116 cv através de novo remapeamento, mantendo o torque original. O
desempenho altera-se pouco com essa diferença de no máximo 6 cv, a
ponto de a GM não ter divulgado novos índices para o Astra por ocasião
da mudança.
E o Astra 1,8 de 110 cv? Difícil saber por que a proximidade de
potência, mas o fato é que havia diferença considerável em torque, com
o 1,8 chegando a apenas 15,8 m.kgf em regime bem elevado.
Quanto ao Vectra 2,0 e o 2,2, o desempenho não é tão próximo. Como o
BCWS comentou em recente
comparativo, a GM parece ter "inflado" os novos índices para que a
perda com a troca de motor pareça menor do que é. Inserido no
simulador do consultor Iran Cartaxo, o
Vectra de 2,0 litros (modelo 2003) resultou em máxima estimada de 189
km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 11,3 segundos, contra 195 km/h e
10,6 s do 2,2-litros de 123 cv.
Finalmente, os motores de 16 válvulas: a GM os permanece utilizando no
Astra GSi, Zafira 16V e Vectra 2,2 com câmbio automático. O fato é que
esse recurso, que traz ganho apreciável de potência em alta rotação
(20 cv no caso do motor 2,0-litros) mas pouco em baixa, tem perdido
apelo no Brasil, onde muitos motoristas preferem um motor de maior
cilindrada e apenas oito válvulas. Lembre-se que são mais oito
válvulas e uma árvore de comando, que têm seu custo.
E não apenas a GM reduziu sua oferta: a Fiat acabou com os
multiválvula de 1,0, 1,25 e 1,6 litro (exceto no Doblò, e não por
muito tempo) e a VW eliminou o Gol 1,0 16V, embora o tenha relançado
como série limitada (Highway).
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