por Fabrício Samahá Acerto da transmissão pode
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A velocidade máxima é
influenciada por vários fatores. Um, a potência do
motor e seu aproveitamento na transmissão às rodas;
outro, as resistências envolvidas (tanto a aerodinâmica
quanto a de rolagem, como o atrito dos pneus com o solo);
e finalmente, o acerto das relações de transmissão. Para obter a melhor velocidade máxima,
o fabricante deve calcular as relações de marcha e de
diferencial (saiba mais), bem como utilizar a medida de pneu
apropriada, de modo que o regime (rotação) em que a
velocidade final é atingida seja o mais próximo possível
do regime de potência máxima do motor (por exemplo, 5.600
rpm).Quando isso não ocorre, a velocidade forçosamente será menor. Se a relação for mais longa, o motor não atingirá a potência máxima naquela condição, funcionando como se a potência fosse menor -- no exemplo dado, suponha 5.200 rpm. Assim, o carro não vencerá as resistências envolvidas e não mais aumentará a velocidade. Essa situação ocorre em muitos modelos porque o fabricante, desprezando o fator velocidade máxima, escolhe relações que reduzam o regime em velocidades de viagem, para menor ruído, consumo e maior durabilidade. Se, por outro lado, as relações de transmissão forem muito curtas, fazendo que o regime de potência máxima seja ultrapassado (por exemplo, chegando a 6.200 rpm), a potência naquela condição será também menor, pois todo motor perde força acima do regime de potência máxima. Em um caso extremo, o limite de velocidade pode ser o próprio limite de rotações determinado pela central eletrônica do motor. Isso ocorria com unidades iniciais do VW Pointer GTi (foto), problema depois corrigido. No caso deste modelo, a versão GLi (de câmbio mais longo e mesmo motor) era mais veloz que a própria GTi, em função do acerto da transmissão. |
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