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É preciso separar
gasolina dentro das especificações de gasolina adulterada com
solvente. A gasolina brasileira está hoje no mesmo nível de octanagem
da disponível nos países avançados: gasolina comum, 87 IAD/95 RON;
premium, 91 IAD/98 RON; e a Podium da Petrobras, 95 IAD/102 RON (esta
última a de maior octanagem do mundo). IAD significa índice
antidetonante e corresponde à especificação de octanagem dos Estados
Unidos, que é a média aritmética de MON e RON. A octanagem em RON (Research
Octane Number, enquanto MON é Motor Octane Number) é usada na Europa,
Ásia/Pacífico e América do Sul.
Outro ponto importante é saber que apenas a gasolina comum pode ser
comprada sem aditivo ou com. Atualmente o grande problema dos
automobilistas brasileiros é não acreditarem na gasolina aditivada.
Há, inclusive, uma fábrica -- a Honda do Brasil -- que diz que seus
carros foram projetados para funcionar com gasolina não-aditivada.
Algo que se reveste de imensurável contra-senso, uma vez que não
existe mais gasolina no mundo que não seja aditivada. Se você não leu
a matéria sobre carbonização,
recomendamos que o faça: todo o processo de carbonização começa com
entupimento parcial dos bicos.
O problema da gasolina adulterada com solvente é que este produto tem
baixo número de octanas, reduzindo-a como um todo na gasolina
adquirida. Vamos torcer para que a Agência Nacional do Petróleo
continue fiscalizando intensamente os postos como vem fazendo. Há
pouco a agência fechou um posto Ipiranga de grande movimento em São
Paulo, para surpresa de muitos, inclusive deste consultor.
Sobre a hipótese que você levantou, saiba que mesmo com o ponto
atrasado em relação ao que poderia ser num dado momento, a combustão é
completa. Ela apenas ocorre sem que a força de expansão dos gases seja
totalmente aproveitada, resultando em menos potência e maior consumo.
Portanto, não influi no processo de carbonização.
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