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A combinação entre as
relações de marcha e a potência do
motor é que define, em cada veículo, se a velocidade máxima será
atingida na última marcha ou naquela imediatamente inferior, no caso
a quarta -- trata-se, portanto, de opção do fabricante. Quando
ocorre na quarta, denomina-se o câmbio 4+E, significando que a
quinta tem efeito sobremarcha,
destinado a reduzir
o consumo e o ruído em estrada. Se acontecer em quinta, tem-se um
câmbio de cinco marchas reais.
A opção do BCWS é claramente pelo 4+E, justamente por
atribuir a decisão ao motorista: se deseja o melhor desempenho, pode
trafegar em qualquer velocidade sem usar a última marcha; se preferir
silêncio e economia, basta utilizar a quinta sempre que possível.
Nossa opinião é que o fabricante não deveria decidir isso pelo
usuário.
Atingir a máxima em quarta é raro hoje no Brasil, pois em regra os
fabricantes têm optado por relações de marcha mais curtas, em busca
de maior agilidade no trânsito e nas retomadas. Um caso quase isolado
é o do Focus 1,8 (foto), em que a máxima de 194 km/h (dado do
fabricante) pode ser atingida em quarta a 6.450 rpm (ainda dentro da
faixa operacional do ótimo motor Zetec 16V) ou em quinta a 5.150 rpm.
Nesse caso, passar à quinta não representa ganho em velocidade, pois
o motor não tem potência para vencer a resistência do ar e
continuar crescendo.
Essa escolha pode ser revertida posteriormente pelo fabricante sem
grandes intervenções: basta recalcular as relações de marcha para
o novo compromisso desejado. Tomando-se como exemplo o Mercedes A 160,
os modelos 1999 e 2000 tinham câmbio 4+E, com máxima em quarta. Na
linha 2001 a transmissão foi encurtada, passando a cinco marchas
reais: o carro agora chega a 180 km/h (fabricante) a 5.280 rpm, feliz
coincidência com o regime de 5.250 rpm em que a potência máxima é
atingida.
Esse "casamento" das rotações é muito bem-vindo quando o
desempenho é prioritário no automóvel, sendo verdadeiro ponto de
honra para marcas como a BMW. Numa autobahn -- as famosas
autoestradas alemãs sem limite de velocidade -- faz toda a
diferença.
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