|
Nada impede que um
carro com o volante de direção à direita, ou mesmo central, como no
carro esporte McLaren F1, seja
fabricado e licenciado e/ou usado em países de mão direita como o
nosso (como fez o personagem Bryan no filme + Velozes + Furiosos,
com um Nissan Skyline nos EUA; foto).
Apenas
é inadequado e perigoso em determinadas situações, como efetuar uma
ultrapassagem em via de mão dupla, pois é preciso sair muito para o
lado esquerdo a fim de conseguir a necessária visibilidade à frente.
Já tivemos a oportunidade de dirigir carros com essas características
aqui e não foi uma experiência nada boa.
Outro aspecto da impropriedade é o facho assimétrico dos faróis (o
direito alcança mais longe e ilumina um pouco mais alto) ficar com a
zona de corte errada, causando ofuscamento nos demais motoristas. É
exatamente o que se percebe ao cruzar, à noite, com um carro
estacionado na mão inversa de direção, ou seja, à direita dos veículos
do sentido oposto. Para evitar isso, modelos como o antigo BMW Série 8
trazem um seletor que inverte o facho dos faróis quando se circula em
países de mão esquerda, como Inglaterra, Japão, Austrália e cerca de
40 outros.
Essas são razões para ser habitual na Europa os carros portarem
plaquetas na traseira indicando o país de licenciamento, dado ser
comum ingleses trafegarem ao continente e vice-versa. Saber de onde é
o carro à frente é útil no tráfego.
À guisa de curiosidade, rodam por alguns países da América Latina
velhos carros japoneses com o volante adaptado para o lado esquerdo.
Já vimos na Bolívia casos de adaptações incompletas, em que o painel
de instrumentos permanece diante do passageiro, uma indicação de como
o volante do lado usual é indispensável.
|