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por Bob Sharp
A separação do
álcool e da
gasolina e os motores flexíveis
Muitos anos atrás eu me lembro que algumas pessoas já se utilizavam da
idéia do "rabo-de-galo" no tanque de combustível, isso ainda na época
dos carros carburados. Um leitor encaminhou uma pergunta para uma
revista especializada, e a resposta foi no sentido de que a mistura
seria prejudicial ao motor pelos seguintes motivos: além das diferenças
na taxa de compressão, pesava o fato de o álcool combustível é hidratado
(ao contrário do anidro, atualmente misturado à gasolina).
Segundo as leis da físico-química, a gasolina não se mistura à água, da
mesma maneira que esta não se mistura com o óleo. O que se obtém, nesses
casos, é uma "mistura" em duas fases distintas, na qual o líquido menos
denso permanece na superfície. Pois bem, ao se misturar o álcool
hidratado à gasolina, a água contida no primeiro irá inevitavelmente se
separar, e quando a bomba de combustível a sugasse, o motor
inevitavelmente morreria. Era esse o sentido da resposta da revista, com
o qual concordo de acordo com minhas memórias escolares. Como se evita
esse tipo de problema hoje em dia, se é que de fato o mesmo ocorre?
Luiz Fernando A. Pereira Jr.
Curitiba, PR - lfer@bol.com.br
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