|
Embora
exista nas oficinas especializadas um equipamento para analisar a
atuação dos amortecedores, observar o comportamento dinâmico do
carro — estando-se acostumado ao veículo — é um bom meio de
verificar se é o momento de trocar os amortecedores.
A instabilidade que o leitor relata é um dos indícios de que essa
hora chegou: cada oscilação da suspensão demora a se estabilizar,
fazendo o carro balançar por mais tempo que o esperado. Outro
sintoma é quando a carroceria se movimenta mais que o normal ao
transpor lombadas. Claro que estas análises só servem para quem
conhece bem o carro, pois cada modelo (ou mesmo versão) de automóvel
tem seu próprio comportamento nessas condições.
O importante é que certas indicações de momento de troca, como a
cada 30.000 km, não merecem crédito. Testes de longa duração por
publicações especializadas mostraram, em muitos casos, que os
amortecedores mantinham ação adequada após 60.000 km ou mais.
O Turbogás da Cofap é um entre os vários amortecedores pressurizados
disponíveis no mercado. Esse tipo de amortecedor possui, além do óleo, um
gás em seu interior. A vantagem é evitar a formação de bolhas de ar
(chamada cavitação), comum em situações de solicitação contínua, que
leva à perda de eficiência do amortecedor. Portanto, não há grande
diferença entre o comum e o pressurizado nas situações normais de
uso, podendo o leitor optar pelo tipo original de seu carro se
desejar.
|