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O
método de medição de consumo que o leitor pretende usar, por meio
das indicações do marcador de nível de combustível, não é
aconselhado. Além da natural imprecisão, pois um volume às vezes
superior a 60 litros (caso do Marea) costuma ser representado por
uma escala de poucos centímetros e com um ponteiro espesso, há um
fator decisivo a se considerar: a posição do ponteiro nem sempre
reflete o nível real no tanque.
Para dar a (falsa) sensação de baixo consumo aos usuários que usam
mais a metade superior do tanque, os fabricantes costumam
estabelecer uma curva irregular de indicação. Ou seja, quando o
ponteiro do marcador indicar meio tanque, já haverá combustível em
menos de metade da capacidade. É fácil entender que, se o motorista
tomar como parâmetro a indicação no painel, terá a sensação de que o
carro consumiu menos do que o fez na verdade.
Uma medição relativamente confiável de consumo envolve os seguintes
procedimentos:
-
abastecer
sempre até um mesmo ponto da capacidade do tanque, sendo
recomendado parar no momento em que a bomba se desliga
automaticamente (abastecer até "a boca" pode levar combustível
ao cânister, danificando-o; saiba
mais);
-
escolher um
posto ou bomba com piso plano, evitando inclinação tanto
longitudinal quanto lateral;
-
abastecer
devagar, para evitar que o tanque "afogue" antes da hora e dê a
impressão de já estar abastecido até o ponto desejado;
-
dividir a
distância rodada desde o último abastecimento (indicada no
hodômetro parcial ou anotada pelo usuário) pelo número de litros
do novo abastecimento;
-
repetir a
operação com freqüência, pois ela está sujeita a variações e tem
precisão apenas relativa.
Com a medição freqüente, será possível ao motorista perceber em que
condições de uso o consumo é maior ou menor e, até mesmo, se há
alguma anormalidade no carro que resulte em aumento de consumo.
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