|
Os
antigos econômetros, como o do Monza, traduziam o vácuo do coletor
de admissão, pois acreditava-se que com elevado vácuo
(correspondente a acelerador pouco aberto, pé encostando de leve no
pedal) obtinha-se o menor consumo. Na verdade, o motor quatro-tempos
de ciclo Otto (a gasolina, álcool ou gás natural) gasta menos com
acelerador bem aberto combinado com baixa rotação (pouca potência
desenvolvida). É exatamente isso o que um econômetro moderno como o
do Mille mostra. O resultado apontado no instrumento é o que é
efetivamente fornecido de combustível ao motor pelas válvulas de
injeção (bicos injetores). Na condição de baixa rotação, o motor
admite pouco ar e o sistema de gerenciamento só envia o combustível
necessário. É tudo proporcional sempre, ar e combustível, muito bem
dosado em todos os motores atuais.
Note que a quinta marcha do Mille Economy foi alongada, de maneira a
reduzir a rotação do motor em velocidades de estrada. Se para uma
dada velocidade é necessária certa potência, independente de rotação
ou posição do acelerador, com a quinta mais longa a rotação cai e,
por isso, é preciso abrir mais o acelerador para compensar o menor
giro. Desse modo, a potência necessária é mantida e o motor fica em
condição de consumir menos. Dirigimos bastante esse Mille e acontece
exatamente isso: ao acelerar o carro através das marchas, usando
baixa rotação e acelerador bem aberto, o ponteiro fica justamente na
posição de consumo mais baixo.
|