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As vantagens do
entreeixos longo são a estabilidade direcional, devido ao maior
momento de inércia, e o rodar com menos oscilações longitudinais,
portanto mais confortável. O comportamento em curva é mais dócil do
que com entreeixos curto, em que as escapadas são mais previsíveis e
não abruptas, estas requerendo mais habilidade do motorista.
Uma
desvantagem de entreeixos longo é, em princípio, a manobrabilidade
prejudicada. Mas houve um exemplo de carro com distância entre eixos
enorme, que tinha o mesmo diâmetro de curva que o Fusca: o
Citroën DS (foto) de 1955. Seu
entreeixos era de nada menos que 3,13 metros e o diâmetro de curva, 11
m. Isso apesar da tração dianteira, o que é notável.
Mas o entreeixos longo subtrai agilidade comparado a um mais curto e
seria inadequado, por exemplo, numa prova de subida de montanha com
curvas predominantemente de pequeno raio. Isso devido ao momento de
inércia maior, não importando o momento polar de inércia (que leva em
consideração o centro de gravidade).
É mais fácil girar uma régua de 20 cm em torno do seu eixo do que
outra de 50 cm.
Há outras. Fica mais difícil estruturar um chassi ou
monobloco à medida em que o
entreeixos cresce, do ponto de vista de flexão. Isso leva a mais peso.
Complica-se a também a questão do ângulo de rampa, em que as menores
saliências, como as lombadas (quebra-molas aí no Rio) poderão fazer o
veículo tocar o fundo ou mesmo ficar preso com facilidade. A Citroën,
sabiamente, dotou o DS de suspensão hidropneumática, em que altura de
rodagem podia ser ajustada de bordo diante de uma topografia
desfavorável.
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