|
O
fluido de freio é o líquido responsável por transmitir a força sob
pressão do sistema de freios até os mecanismos de frenagem (pastilhas
nos sistemas a disco, lonas nos a tambor) junto às rodas. Por estar
sujeito a condições severas de temperatura, não é possível usar líquidos
à base de água para essa finalidade, pois poderiam congelar sob frio
rigoroso ou entrar em ebulição em temperatura elevada.
O Department of Transportation (DOT), departamento de transportes dos
Estados Unidos, estabeleceu critérios para classificar os fluidos de
freio conforme sua formulação e seu desempenho. O nível 3, ou DOT-3, é
há tempos o mínimo exigido para automóveis, enquanto alguns fabricantes
requerem os mais evoluídos DOT-4, DOT-5 e DOT-5.1. O DOT-5 é baseado em
silicone, e os demais (5.1 incluído), compostos por óleos minerais,
ésteres e ésteres de glicol. Os veículos militares americanos usam
sempre DOT-5, enquanto os fabricantes de automóveis recorrem normalmente
aos demais tipos. Misturar fluidos de diferentes padrões nunca é
recomendável, mas é especialmente desaconselhado no caso de mistura do
DOT-5 aos demais tipos.
O fluido à base de glicol tem sobre o de silicone a vantagem da resistência
bem maior à
compressão, o que deixa mais firme o pedal de freio. Sua desvantagem é
ser higroscópico, isto é, absorver umidade do ar. Isso reduz o ponto de
ebulição (que, se muito baixo, pode levar o fluido a perder suas
propriedades sob intenso aquecimento), prejudica sua eficiência de
transmitir força hidráulica e, por causa da umidade, pode causar
corrosão nos componentes metálicos do sistema. Por isso é necessário
substituir o fluido periodicamente, em geral a cada dois anos, a não ser
o do tipo DOT-5. Pela mesma razão, o fluido a ser colocado no sistema
deve ser sempre novo, nunca de uma embalagem aberta há muito tempo.
|